Culturas de inverno
Colheita do trigo evolui e expectativa se volta à exportação do produto
Presidente da FecoAgro/RS analisa cenário atual da cultura e destaca trabalho do produtor para garantir produtividade
Divulgação - Colheita no Estado atinge 37% da área e Zona Sul tem 4% colhido
Por Luciara Schneid
luciara.schneid@diariopopular.com.br
A colheita do trigo avança no Rio Grande do Sul com 37% da área colhida e a perspectiva das cooperativas agropecuárias gaúchas é de resultados positivos para o período. Na Zona Sul, a área colhida atinge 4% das lavouras. Jaguarão tem 15% e São Lourenço do Sul 10% de suas áreas já colhidas. Pelotas tem 5% e Canguçu está com 3% colhido.
Na região, as produtividades variam entre 2,7 mil a três mil quilos por hectare, 45 e 50 sacos por hectare. Na safra 2022/2023, 80 produtores de 14 municípios da região, decidiram investir na cultura, que ocupa uma área de 16,2 mil hectares, a maioria em áreas que serão destinadas à soja, no verão. A produção total deve chegar a 46,9 mil toneladas.
No Estado, a área de cultivo chegou a 1.458.026 hectares segundo a Emater/RS Ascar. A produtividade estimada é de 3.210 quilos por hectare, com possibilidade de aumento à medida em que a colheita evolui. Em 2021, o Estado produziu 3.545.796 toneladas, com um rendimento médio de 2.885 quilos por hectare, segundo o IBGE. Neste ano, prepara-se para colher sua maior safra, com previsão estimada em 4.680.780 toneladas. 54% da área está em maturação e pronta para ser colhida e 9% em enchimento de grãos.
Segundo a Emater Regional Pelotas, além dos 4% colhidos, 63% das lavouras estão em enchimento de grãos e 33% da área em maturação. As áreas de trigo estão em bom estado fitossanitário e desenvolvimento dentro da normalidade. As condições de clima mais a boa luminosidade, temperaturas amenas e inclusive mais elevadas durante o dia, favoreceram os bons resultados inicialmente obtidos até o momento. O clima mais seco das duas últimas semanas favorecem tanto a maturação quanto a colheita.
Segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, o clima ajudou a manter uma boa produtividade nesta safra. "O produtor ainda está tendo resultados nas suas lavouras em função da produtividade. O produtor mais uma vez é salvo pela produtividade, seus custos aumentaram, mas a produtividade e o clima ajudaram muito, e isto é excepcional", salienta.
Sobre o mercado, Pires espera que os preços do trigo continuem pelo menos no patamar que se encontra hoje para o produtor confirmar esta tendência. "Se nós tivermos a manutenção dos preços, inclusive, nós poderemos repetir pelo menos a área e essa produção, se o clima nos ajudar novamente no ano que vem. As cinco milhões de toneladas que o Rio Grande do Sul pode colher nesta safra, temos a principal via de comercialização a exportação para o mundo, que está sedento por trigo, especialmente por causa desta questão entre Ucrânia e Rússia, além das frustrações de safra na Argentina e no Paraná", ressalta.
Pires destaca ainda outras culturas importantes, como a canola, que também apresentam excelentes desempenho e produtividade, trazendo resultado ao produtor. "Esses resultados não compensam as perdas da soja e de outras culturas de verão, mas eles trazem uma expectativa e uma recompensa pela resiliência do produtor que, mesmo depois da maior seca da história do Rio Grande do Sul, acreditou e aumentou a área das culturas de inverno, principalmente do trigo", finaliza.
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