Celebração
Ação na ACP leva literatura e orientação social a crianças do ensino público de Pelotas
Tarde do Conto teve a presença da escritora infanto-juvenil Iria Müller Poças e lançamento de cartilha
Foto: Carlos Queiroz - DP - Estudantes ouviram uma história da porto-alegrense e visitaram o memorial da entidade
Mais de 200 crianças, estudantes do ensino público do município, participaram da Tarde do conto, nesta terça-feira (22). A atividade, que integrou as comemorações dos 150 anos da Associação Comercial de Pelotas (ACP), foi capitaneada pela escritora Iria Müller Poças. Durante a ação, que ocorreu no edifício Palácio do Comércio, foi lançada a cartilha Orientação aos familiares de crianças e adolescentes.
A programação contou com a presença de alunos de quatro escolas estaduais: Doutor Edmar Fetter, Doutor Joaquim Assumpção, Nossa Senhora da Medianeira e Nossa Senhora da Conceição. Além da experiência, as crianças puderam levar para casa a cartilha, que será distribuída gratuitamente às escolas.
O impresso tem o objetivo de levar aos familiares desses jovens informações básicas, escritas por profissionais qualificados de cada área. Os temas abordados nos capítulos de Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde Bucal, Direitos e Deveres, Boas Práticas para o Convívio Social, Empreendedorismo e Trabalho, Mobilidade e Meio Ambiente focam em atitudes simples, mas que fazem a diferença na vida em sociedade. A Cartilha é uma realização da Associação Comercial de Pelotas, com patrocínio da ACPO Empreendimentos, Hadler Qualidade em Sementes e SBS Engenharia e o apoio do Banrisul.
“Nas comemorações dos 150 anos da Associação estamos com várias atividades culturais em agosto e setembro, entre elas o lançamento de um livro, no dia 5 de setembro, e vamos ter a apresentação de um espetáculo da Ospa, no dia 8 de setembro. Hoje resolvemos fazer uma Tarde do Conto”, comentou o presidente da entidade, Fabrício Cagol.
Para o presidente da ACP é importante que a entidade faça ações que a aproximem da comunidade e, quem sabe desperte nos jovens o desejo de empreender no futuro. “Aqui eles têm essa atividade de integração, conhecem uma instituição diferente e daqui a pouco desperte essa veia empreendedora em alguns.”
Aprendizado fora da sala de aula
Sempre que é possível as professoras do Instituto Nossa Senhora da Conceição levam as alunas para atividades fora da escola, comenta a professora Marli Silva Pires, dos primeiro e segundo anos. “É muito importante esse contato para o aprendizado delas, para aumentar o conhecimento. Elas são curiosas e gostam muito desses passeios.”
Antes da contação de história as crianças tiveram a oportunidade de conhecer o Memorial da ACP, que fica no sétimo andar do Palácio do Comércio. No local elas viram antigos equipamentos utilizados pela Associação, como máquina de escrever e gravador de fita, além de fotos, troféus e sala de documentação, que contam um pouco da história da entidade.
A aluna do quinto ano, Vitória Canabarro dos Santos, 10, não conhecia a entidade e ficou encantada com o memorial. “Achei ótima a visita. O memorial tem muitas coisas antigas e eu sou muito interessada nisso. Mas o que eu mais amei foi a educação deles, são todos muito gentis”, falou.
De professora a escritora
Mas a principal atração da tarde foi o encontro com a escritora porto-alegrense Iria Müller Poças, que no início da tarde também conversou com crianças na Bibliotheca Pública Pelotense. Na primeira parte da atividade, Iria contou uma história e na segunda parte ela conversou com o grupo, respondeu perguntas e fez sorteio de livros.
Iria começou a carreira profissional como professora alfabetizadora, posteriormente cursou jornalismo, profissão a qual se aposentou. A literatura infantil entrou na vida da jornalista quando ela trabalhava para a revista do Ensino. “Eu pensava como seria bom, um dia, inventar uma história. Um dia eu acordei com uma história prontinha na cabeça, As aventuras de Raíto”, relembrou.
A história ganhou uma menção honrosa em um concurso de literatura infantil. No ano seguinte ela enviou três histórias para o mesmo certame e foi premiada em todas. Uma delas conquistou o primeiro lugar e Iria ganhou um troféu com o título de escritora. “Foi a primeira vez que tive esse título na frente do meu nome. Esse concurso me abriu portas, a editora Sulina me convidou e eu fiz quatro livros pra eles”, contou.
A obra de Iria é composta por 21 livros, sendo alguns deles pedagógicos, que contam, por exemplo, com temas como as Missões Jesuíticas, além de uma revista com 49 edições. Para a escritora a internet não chega a ser uma concorrente. “Eu cheguei a achar que o livro iria morrer, mas tu precisas ver o encantamento das crianças com as histórias. Eles gostam e precisam desse lado lúdico e desse contato com a gente. Neste sentido, nada mudou. O livro é insubstituível”, falou.
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