Exposição

Coleção de conchas e crustáceos de Maximiano Cirne é exibida pela primeira vez

Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter apresenta à comunidade peças novas do acervo, doado pela família do professor e pesquisador

Carlos Queiroz - DP - Desta vez o Museu vai apresentar 43 peças do acervo

O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), inaugura nesta quarta-feira (22), às 18h, a exposição Da beira da praia ao fundo do mar: conchas e crustáceos da coleção Maximiano Cirne. A cerimônia de abertura contará com a apresentação do Coral UFPel, sob coordenação do professor Leandro Maia. A visitação se inicia na quinta-feira (23) e vai até 27 de maio, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h30min, na sede da entidade, na praça Coronel Pedro Osório, 01. A entrada é gratuita.

Falecido em 2019, Maximiano Pinheiro Cirne foi biólogo, com pesquisa voltada à ornitologia, e professor da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), de 1980 até 2015. Apaixonado pelo seu trabalho e defensor do meio ambiente, dedicou uma parte da vida para também construir a própria coleção de história natural, este acervo de cerca de 100 peças que o Museu exibe pela primeira vez.

O material foi doado pela viúva Vera Cirne no final do ano passado. "A gente não tinha ainda uma coleção de crustáceos e esse um acervo que chama a atenção. Nós fomos lá conhecer a coleção, conversamos com o Conselho Técnico Científico do Museu e todos ficaram de acordo em receber a doação", explica a museóloga Lisiane Gastal.

As peças chegaram ao Museu em caixas de exposição e boa parte catalogadas. "Só mudamos o papel do fundo", conta a museóloga. Mesmo com o material organizado, foi necessário fazer uma revisão da taxonomia e nas identificações. "Agora temos mais uma tipologia que servirá de material para novas pesquisas. Até temos uma coleção de conchas. Mas essas são bem diferenciadas, por isso elas enriquecem bastante o acervo."

A exposição, além de apresentar a novidade para a comunidade, ainda tem o objetivo de homenagear o professor Cirne. Desta vez o Museu vai apresentar 43 peças do acervo, fazendo um recorte nas conchas e crustáceos. No total a coleção é maior e tem ainda aves, mamíferos, um réptil e um anfíbio.

Para outras gerações


As espécies da fauna marinha serão exibidas em caixas, com fundo azul e luz azulada, simulando o fundo do mar. Uma forma de ambientar e valorizar o trabalho do pesquisador. "A pesquisa dele era no estudo das aves. As conchas e crustáceos ele coletava em férias, eu coletava junto com ele, quando íamos nas praias em Santa Catarina. Num tempo em que as praias não eram tão poluídas. A gente via pescadores e pedia um exemplar, aí ele fazia as caixas e catalogava", conta Vera Cirne.

O próprio professor montava as caixas e se ocupava da taxidermia das aves e da preservação, com formol, das carapaças dos crustáceos, por exemplo. "Ele era um apaixonado pela natureza e pela profissão dele. E que coisa boa que ele conseguiu se realizar profissionalmente", diz a viúva.

Para Vera doar esse acervo dá às peças uma continuidade, estimulando novas pesquisas, além de darem visibilidade a um trabalho de décadas. Para Vera o material é ainda incentivo a outras pessoas, especialmente aos estudantes, conhecer um pouco sobre a vida marinha e a se conscientizar da necessidade dos cuidados com a natureza, algo que, certamente, como educador, o deixaria satisfeito.

Importante trajetória

Graduado no antigo curso de História Natural da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Maximiano Pinheiro Cirne ingressou como professor na mesma instituição em 1980 onde lecionou até 2015. Sua trajetória na UCPel teve grande importância, tendo em vista que o professor foi um dos idealizadores do curso de Ecologia da Instituição e esteve vários anos à frente da coordenação do curso de Ciências Biológicas, além de ter estado ligado à criação do Museu de História Natural. Porém, a sua importância como biólogo não se restringe apenas à instituição, tendo em vista a sua atuação em vários projetos de pesquisa que contribuíram para a conservação da biodiversidade do município e região.

Serviço
O quê: exposição Da beira da praia ao fundo do mar: conchas e crustáceos da coleção Maximiano Cirne
Inaugura: hoje, às 18h
Visitação: de quinta-feira (23) até o dia 27 de maio
Horário de funcionamento do museu: segunda a sábado das 13h às 18h30min
Entrada gratuita



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