Nativismo

De todo pranto da terra é a vencedora da Jerra da Canção

Festival Nativista em Santa Vitória do Palmar já tem edição confirmada para 2024

Foto: Divulgação - Chacarera com letra de Rômulo Chaves e música de Aline Ribas levantou o troféu


A 16ª edição da Jerra da Canção Nativa de Santa Vitória do Palmar se consolida e já tem a edição de 2024 confirmada pela Prefeitura, patrocinadora master do evento, entre os dias 28 e 31 de março. Com entrada franca e um grande público, o evento ocorreu no feriadão durante a Páscoa das Canções. Depois de quatro noites de competições, a canção De todo pranto da terra, com letra de Rômulo Chaves e música de Aline Ribas, foi a grande campeã do Festival.

Realizado pela Jerra - Associação de Arte e Cultura Nativa, e Prefeitura Municipal, na praça General Andrea, o público contou com shows de Shana Muller, Rui Carlos Ávila, Sulinos, Joca Martins e Cristiano Quevedo. O coordenador do Festival, Kininho Dornelles, conta que a Jerra existe desde 1985, ocorrendo ainda no Teatro Independência, mas teve algumas falhas em suas edições. Para o retorno, após o período pandêmico, os organizadores realizaram uma mostra das vencedoras das últimas edições. “Realizamos uma edição comemorativa aos 15 anos da Jerra trazendo as 14 premiadas, o que foi muito importante para reavivar essa chama e para que as pessoas conhecessem o festival”.

A proposta também reavivou a questão dos músicos de voltarem à Santa Vitória do Palmar em uma competição que reuniu vários estilos. “As músicas são variadas, o que é uma tradição da Jerra pela influência da música latino-americana, muito forte na nossa região. Por isso procuramos colocar no corpo de jurados músicos que participam e que trabalham em todos os estilos da música, especialmente a campeira, a nativista, por assim dizer, de manifestação rio-grandense e a mais contemporânea. Então esse mix, tanto no júri quanto nos shows, o que nos leva a ter um festival bastante mesclado e em todas as linhas musicais nativistas do Rio Grande do Sul.” Com a volta da competitividade, a edição recebeu cerca de 160 inscrições, entre locais e estaduais, sendo que poderia ser bem mais.

A comissão organizadora resolveu limitar o número de inscrições a dois compositores, otimizando assim a triagem. “Temos ainda pouca participação dos músicos uruguaios porque eles não têm a tradição do festival competitivo”, comentou Dornelles. Mesmo assim o festival contou uma canção de autor uruguaio ou de autor chileno, mas que reside em Pelotas, fora as participações de músicos, intérpretes e compositores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Sucesso compartilhado
Para o coordenador Dornelles, a data da Jerra da Canção junto ao evento popular da cidade, que é a Páscoa das Canções, resultou na atração de muitos turistas. “O feriadão coincidiu ainda com a Semana de Turismo do Uruguai, quando o país praticamente para por uma semana. Então nós tivemos lotação total dos hotéis, dos restaurantes, movimentando a economia informal através do artesanato, que incluiu as atrações da Páscoa”, ressaltou. Ele admite que não é fácil realizar um festival atualmente em função do alto custo com estruturas para festivais. “É um evento que inflacionou. Mas algumas cidades têm essa tradição e Santa Vitória do Palmar, graças a Deus, voltou a se inserir no cenário musical dos festivais do Rio Grande do Sul com um grande sucesso”.

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