Evento
Dia da Dança será comemorado com evento aberto ao público
Proposta da Amasete vai levar oficinas e apresentações de forma gratuita, amanhã, no Mercado Central
Josiane Franken - Especial DP - Danças urbanas é um dos estilos da Arteria Espaço de Arte
Para celebrar o Dia Internacional da Dança, marcado no dia 29 de abril, a Associação de Amigos do Sete de Abril (Amasete) realiza neste sábado (29) uma série de atividades no pátio 4 do Mercado Central. A partir das 14h ocorrerão oficinas de dança, em diferentes linguagens artísticas. No final da tarde, às 17h, a atração será a Mostra de Dança. Toda a programação será destinada ao público de forma gratuita.
De acordo com a diretoria da Amasete, a proposta tem o objetivo de criar um espaço de divulgação do trabalho desenvolvido profissionais da área e pelas academias e grupos de dança do município, além de ser um incentivo para que a classe se mobilize. A produtora cultural e professora de dança Carol Portela, integrante da diretoria da entidade, explica que a Mostra de Dança não é competitiva. "É aberta para as pessoas que queiram mostrar seus processos artísticos, com a ideia de valorizar a dança na cidade de Pelotas."
Para participar das oficinas não é preciso inscrição prévia, basta chegar ao local, na hora marcada. Entre os profissionais que ministrarão oficinas estão: Francine Lemos e David Garcia nas danças urbanas; Carol Portela e Renan Brião na dança de salão e os dançarinos Cintia Mendes e Maurício Pereira, nas danças gaúchas, mais especificamente a milonga.
Para a Mostra estão confirmadas as apresentações de representantes da Academia do Corpo e Dança, Beatriz Santos, Arteria Espaço Arte e do grupo Odara. Segundo Carol, como as inscrições para os profissionais se encerravam na meia-noite de ontem, somente hoje será possível divulgar a programação completa.
Profissional diz que falta incentivo
A dançarina de hip hop Francine Lemos destaca a importância de eventos como fator de integração entre profissionais, academias e grupos com o público. Especialmente para aqueles dançarinos que não são tão conhecidos "Como esse é um evento que dá acesso a todos, é mais uma oportunidade de mostrar seu trabalho, num dia que é importante para os artistas", diz.
Francine Lemos, 29, é dançarina de hip hop profissional há seis anos, mas começou a trajetória ainda na adolescência, a partir de um projeto social. Premiada e reconhecida nesta área da dança no Rio Grande do Sul e fora do Estado, a pelotense percebe que faltam mais eventos que unam este setor das artes e estimulem a profissionalização.
Na atividade da Amasete, Francine, além de ministrar uma oficina, vai dançar para o público na Mostra. "Eu vivo da dança, neste evento eu vou ir gratuitamente, porque é aberto ao público e a gente sabe que o propósito é disseminar a dança pra todo mundo", elogia. Entretanto, a dançarina comenta que Pelotas deixa a desejar quando o assunto é incentivo à dança. "Estamos em abril e não teve nenhum evento da área. Pelotas tem tradição na dança, mas falta incentivo, principalmente o financeiro", diz a artista, que atualmente finaliza a graduação em Dança.
A própria Francine desenvolve projetos de dança, a exemplo do itinerante Mulheres na Cena. A quarta edição da proposta ocorrerá em novembro, em Porto Alegre. Anteriormente passou pelas cidades de Esteio, Caxias do Sul, além de uma edição on-line durante a pandemia. "Em Pelotas eu já faço o Interação Urbana, agora quero levar o Mulheres na Cena pelo Estado, quando ele estiver mais forte, mais fluído eu trago ele pra cá, daí eu consigo trazer todo o público que ele criou durante essas andanças para Pelotas", explica.
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