Iniciativa

Pelotas receberá professores reconhecidos mundialmente para o Festival Sesc de Música

São 50 profissionais de dez países que participarão do evento, dando aulas para alunos bolsistas

Arnaldo Colombaroli - Emmanuele Baldini participou da primeira edição do Festival

Cinquenta professores reconhecidos mundialmente em academias, conservatórios de música e orquestras pelo mundo todo viajam a Pelotas para compartilhar seus conhecimentos no 11º Festival Internacional Sesc de Música. Um dos maiores eventos de música de concerto da América Latina, a iniciativa ocorre entre os dias 16 e 27 deste mês, reunindo cerca de 350 estudantes bolsistas de vários estados brasileiros e outros países latino-americanos que terão aulas de música com os especialistas em instrumentos como violino, viola, violoncelo, dentre outros.

Além do Brasil, os professores convidados têm origem nos Estados Unidos, China, Chile, Itália, Portugal, Alemanha, Rússia, Bielorússia e Japão. O violinista italiano Emmanuele Baldini é um desses especialistas. O premiado artista, que já se apresentou em várias partes do mundo, é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, regente titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e um velho conhecido do evento. Professor convidado já na primeira edição, ele participou de nove, dos dez anos anteriores, tendo pulado apenas a edição de 2014, que coincidiu com a data de seu casamento. "Foi muito especial ver ele nascer e, ainda mais especial, ver ele crescer em importância e em qualidade. O Festival alcançou uma relevância internacional e isso eu acompanhei ano após ano", destaca.

Entre os dias 16 e 27, Baldini estará à frente da turma de violino, que teve 35 bolsistas selecionados. Ele diz-se animado com a perspectiva de não só ensinar, mas de também aprender com os alunos e demais colegas. "Não existe professor que passe conhecimento e experiências ao aluno sem aprender nada, é um enriquecimento mútuo", comenta. "O mundo da música está sempre em evolução e essa troca constante é muito benéfica e é o motivo principal pelo qual eu volto todos os anos", completa.


Oportunidade de mostrar caminhos

Douglas Gutjahr, que participou de todas as edições e retornará, mais uma vez, para trabalhar com a turma de percussão, também compartilha desse sentimento. "O Festival representa para mim a oportunidade de mostrar para os alunos caminhos e ferramentas que, muitas vezes, não fazem parte do seu universo de estudo, mas que são importantes para o seu crescimento profissional", sublinha. "Da mesma forma, é uma oportunidade maravilhosa que tenho de conhecer outros jovens músicos e sair motivado para o novo ano de trabalho que se inicia. Essa motivação é o que me faz querer retornar todos os anos, sempre com a mesma energia que cheguei na primeira edição."

Brasileiro natural de Santa Catarina, Gutjahr é Timpanista Solo da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), mestrando em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e já foi escolhido o Melhor Instrumentista Erudito do Prêmio Açorianos de Música em 2016. "Eu tenho certeza que a edição 2023 será mais um momento lindo na história dos festivais, repleto de música de extrema qualidade, energia boa, muitos ensinamentos, aprendizados e muita troca de informação", projeta o artista.

Entre os docentes que estarão presentes, também está o diretor artístico da International Schools Choral Music Society, Robert G. Hasty; o professor de violino na Columbia College, em Chicago, Yang Liu; a chefe de Naipe na Orquestra Metropolitana de Lisboa, Joana Cipriano; a ex-integrante da Primeira Orquestra de Mulheres da Áustria, Ana Valéria Poles; o doutor em Música pela Universidade da Geórgia, Fernando Deddos; e a vencedora do concurso Young Artist Series, em Taiwan, Olivia Tsai, dentre dezenas de outros.



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