Patrimônio
Telas da Via Sacra da Catedral vão passar por restauro completo
Obras foram retiradas ontem por grupo de alunos do projeto de Extensão do Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pinturas, da UFPel
Carlos Queiroz - DP - Além do diagnóstico das possíveis patologias, projeto vai levantar histórico das pinturas
Ação de Extensão do curso de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), por meio do projeto Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pinturas, promete restituir a beleza e salvaguardar mais um patrimônio pictórico local. Desta vez são as 14 pinturas da via sacra que começam a passar pelo processo de restauro a partir de segunda-feira (27). O trabalho será desenvolvido por 18 alunos da graduação, sob a coordenação da professora Andrea Bachettini.
De acordo com a coordenadora, o projeto, que envolve Ensino, Pesquisa e Extensão, vem trabalhando com vários acervos de instituições e a Catedral é uma das instituições parceiras. Deste patrimônio já foram restauradas esculturas policromadas e a pintura de cavalete do Visconde de Jaguari, feita pelo pintor Frederico Trebbi e que está na Torre Norte, ação que inclusive resultou no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma aluna.
A retirada das 14 pinturas foi feita no início da tarde de quinta-feira (23), quando os graduandos tiveram o primeiro contato com as telas. Nesta sexta-feira (24) será feito o transporte das obras para o laboratório do Campus II da UFPel. "Na segunda-feira a gente começa a trabalhar dentro das disciplina de Pintura e também o projeto de extensão. vamos começar a parte da documentação, preenchimento de ficha, fazer o diagnóstico, toda a documentação fotográfica de entrada", antecipa a professora.
Mesmo longe do laboratório, os estudantes puderam identificar algumas das tipicidades das obras, em óleo sobre tela, como o tamanho: 1,68 cm de altura por 89 cm de largura e 9 cm de profundidade. Sobre as condições das obras, a coordenadora observou que apresentavam muita sujidades, teias de aranhas, craquelê, fungos, pregos oxidados e falta de algumas partes dos ornatos das molduras.
Pesquisa aprofundada
Além do restauro, a intervenção vai servir para jogar luzes sobre parte da história destas obras de arte. A coordenadora ainda, por exemplo, não sabe dizer com precisão quantos anos têm as telas. "Temos uma aluna que quer fazer o TCC sobre esse restauro, que é a Alba Maciel. Ela vai se dedicar à parte histórica, vai buscar informações sobre como essa via sacra chegou até a Catedral, porque temos informações que elas são francesas. Ela vai ficar responsável por essa pesquisa mais aprofundada da história dessas obras", diz.
Nem mesmo o nome do artista se tem certeza. "Queremos identificar a autoria. Algumas estão assinadas. Parece ser um pintor italiano outras têm uma abreviatura LM", fala Andrea. A previsão é de um ano de trabalho, mas assim que elas ficarem prontas serão devolvidas para as paredes da Catedral.
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