Lançamento
Violonista e compositor Maithan lança seu álbum de estreia repleto de influências
Composições da obra do violonista e compositor, natural de Canguçu, trazem muito da trajetória do músico com o violão
Foto: Humberto Schumacher - Especial DP - Músico se diz identificado com a obra de Vitor Ramil
O som, a paisagem, os personagens, o frio e suas texturas. Uma estrada cheia de referências musicais - e até mesmo, literárias - encorpam o caldo e resultam num disco inteiramente dedicado à música instrumental, que reúne toda uma mescla de influências e interferências que dialogam entre si. É nesta toada que o violonista canguçuense Maithan lança, na sexta-feira (29), seu primeiro álbum, intitulado Maithan, em todas as plataformas digitais. O pré-save já está disponível e pode ser feito através do link: https://tratore.ffm.to/maithan.
O álbum chega com a proposta de nos conduzir a um passeio e beber nas mais variadas fontes da música brasileira, gaúcha, latino-americana e erudita, marcando a importância dessa polifonia. Essa é uma característica que vai além do universo musical e absorve e se nutre muito da literatura também. "Acho difícil definir quais sejam as maiores influências e o que exatamente vem de cada um, mas é como se, ao experimentar criar minhas próprias receitas, eu partisse de ingredientes e temperos que aprendi a saborear nos pratos de Érico Veríssimo, Vitor Ramil, Guinga, Piazzolla, Brahms, Adélia Prado, Borghetti, Gismonti, Cartola, Carlos Aguirre, Gnattalli, Quartchêto, Manuel de Barros, Tom Jobim, Moscardini, Sarah Chaksad, Villa-lobos, Pirisca, Fauré, Marco Pereira, Quintana, Mônica Salmaso, Lúcio Yanel, Dominguinhos e outros tantos que entendem de 'cozinha' como ninguém", explicou o músico.
Influências e referências
Natural de Canguçu e atualmente radicado em Porto Alegre, Maithan acaba reunindo e apresentando bastante da sua vivência e trajetória através das referências e da grande costura de elementos presentes em cada uma das composições, como ele mesmo destaca. "Acredito que trago muito desse imaginário do interior na minha música, não necessariamente uma ênfase rural, mas sim o interior do sul do estado, com a paisagem do pampa, o frio, a simplicidade."
O violonista ainda ressalta a importância afetiva de alguns autores nesse contexto. "Ler Érico Veríssimo, por exemplo, foi uma experiência bastante profunda. De certa forma Santa Fé, a cidade fictícia de O tempo e o vento, com sua história e personagens, era muito parecida com a minha Canguçu e sua gente".
A estética do frio e todas as texturas que perpassam por ela também estão muito presentes no álbum. Nesse cenário e conceito, artistas como Vitor Ramil, que têm em sua obra muito dessa relação com o pampa, suas paisagens, o frio e a vivência desse lugar, foram uma rica fonte de inspiração para o violonista e é possível perceber muito dessa estética no decorrer das faixas. "Me identifico bastante com a obra do Vitor, com o detalhismo, a introspecção... e toda a reflexão sobre fazer música a partir do pampa, sobre aceitar o diálogo entre a cultura brasileira e dos países vizinhos como algo que instiga muito a minha relação com a criação musical", completou.
O violonista graduou-se Bacharel em Violão pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em 2012, quando começaram a surgir os primeiros trabalhos no meio. Durante a graduação integrou o Quinteto Guitarreria, grupo de música instrumental coordenado pelo professor Thiago Colombo. Participou em arranjos e gravações dos discos Lama e Sexta-feira, do compositor Juliano Guerra. Criou trilha sonora para os espetáculos Aos sãos, vencedor da categoria Revelação do prêmio Açorianos de Teatro em 2016, como melhor espetáculo, melhor direção e melhor espetáculo pelo júri popular; e A história das cores, ambos com direção de Thais Andrade; e Próximo, com direção de Magda Schiavon.
Sobre o álbum
Composto por dez faixas, o álbum foi gravado na gravadora Transcendental Áudio, em Porto Alegre, com exceção das gravações de bateria e percussão, que foram realizadas no EcoStudio, em Villa Elisa, Buenos Aires, Argentina. Além de Maithan, no violão 7 cordas, participam do projeto ainda os músicos Davi Raubach (acordeon), Edu Martins (baixo acústico), Elias Barboza (bandolim), Ianes Coelho (flauta), Julio Rizzo (trombone) e Mariano Cantero (percussão).
A direção musical é de Edu Martins e Maithan, assim como os arranjos. A gravação ficou a cargo de Leo Bracht (que também assina a mixagem e a masterização), Leonardo Mocca e Sebastián Perkal. A arte da capa e do encarte são de Quenani Leal e as fotos de Humberto Schumacher.
Shows de lançamento
Ainda como parte do lançamento, está prevista uma tour passando por quatro cidades gaúchas: Porto Alegre, Camaquã, Canguçu e Pelotas, no final deste ano. Além dos shows, algumas atividades serão apresentadas como parte do projeto. Entre elas: Oficina: Escuta e apreciação de música instrumental; Oficina: Palavra, som e movimento: a música em cena na sala de aula; Concerto didático para escolas públicas; Concerto de lançamento do álbum Maithan.
Neste mesmo período, está previsto também o lançamento do disco físico. Todas as informações podem ser obtidas através do perfil oficial do músico no Instagram: https://www.instagram.com/maithanautoral/. O projeto foi financiado através do Pró-Cultura - Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com patrocínio de: Biri Refrigerantes, Tordilho Alimentos e Aços Favorit.
Serviço:
O quê: violonista e compositor Maithan lança seu álbum de estreia
Quando: sexta-feira (29)
Onde: Plataformas digitais
Pré-save: https://tratore.ffm.to/maithan
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