Entrevista
“A mudança do Brasil não vai ser resolvida em um mês”, diz Zimmermann
Treinador fala da importância do longo prazo e projeta, também, o Gauchão, prestes a começar
Foto: Italo Santos - GEB - Entre vários comentários, técnico avaliou o gramado do Bento Freitas como "longe do ideal"
Por Gustavo Pereira
gustavo.pereira@diariopopular.com.br
Rogério Zimmermann não é apenas o treinador do Brasil. Se envolve em várias pautas. Tanto que a entrevista desta quinta-feira (12), no Bento Freitas, abordou diversos assuntos – da projeção de curto prazo do Gauchão ao processo de recuperação do clube, como instituição. Nas últimas respostas, o técnico resumiu sua visão do cenário: o que acontece agora representa um estágio muito inicial.
“A mudança do Brasil não vai ser resolvida em um mês. Não vai ser resolvida no Campeonato Gaúcho. É uma questão de tempo. Existe um início, tem que dar o primeiro passo. Hoje vocês estão presenciando, em todos os aspectos do clube, os primeiros passos para voltar a ser um clube como o torcedor gosta”, disse RZ.
Rogério também voltou a enfatizar o papel dos rubro-negros nessa caminhada. Para ele, “quem move o clube é o torcedor”. E a presença de público na partida deste sábado (veja mais ao final da matéria) é vista como uma nova oportunidade de seguir aproximando o elenco, reconstruído, das arquibancadas da Baixada.
“Mesmo num amistoso, se o torcedor entrar em campo e ver um estádio com bastante gente, ele percebe que o objetivo de recuperar o clube não é só falado dentro do vestiário, ele percebe que o torcedor está comprando essa ideia”, complementa.
Sem necessidade de formar um “11 ideal”
Ao fim da pré-temporada, é natural que surjam as primeiras estimativas do que seria um “time ideal”. Zimmermann afirmou não ter traçado nada disso – todos os concorrentes, em teoria, de uma mesma posição, vêm recebendo quantidade muito parecida de minutos em campo nos testes realizados até agora.
“Às vezes a gente dá muita atenção para os titulares, como se aquele cara que entrasse no intervalo, no segundo tempo, não fosse de extrema importância […] Não me prendo muito à questão do time titular. Como técnico, tenho que oportunizar todo mundo. Os dois goleiros, cada um jogou o mesmo tempo. Um começou aqui contra o Novo Hamburgo [Pitol], outro começou lá contra o São José [Marcelo Dal Soler]”, discorre o treinador.
Após o amistoso diante do Avenida, RZ enfim começará a direcionar uma equipe para receber o Aimoré, no dia 22.
As dificuldades do Estadual
O Xavante terá empecilhos a encarar neste Gauchão. Será o segundo time que mais viajará. Dos cinco compromissos em casa na primeira fase, dois acontecerão em um Bento Freitas vazio, cumprindo punição. Entre o fim de fevereiro e o início de março, o duelo como visitante pela Copa do Brasil, ainda sem adversário definido, também fará a delegação rubro-negra somar quilômetros, diminuindo o já curto período de preparação de um jogo para outro.
“É uma situação, para nós do Brasil, corriqueira. Tem coisas que não tem como fugir. Às vezes é uns quilômetros a menos, a mais. É um fator que não nos ajuda, mas a gente tem que ter uma logística muito boa, uma preparação muito boa, uma alimentação boa, um bom ônibus para viajar. Uma série de circunstâncias que amenize um pouco”, comenta Rogério sobre o tema.
Campo ainda “longe do ideal”
Zimmermann elogiou bastante o trabalho dos profissionais que tratam o gramado do estádio xavante. Porém, foi sincero ao avaliar a condição como distante do que deve ser.
“Sou obrigado a dizer que o gramado, apesar desse esforço gigantesco [dos funcionários do clube], ele não está bom. É que a gente compara como ele estava. O gramado estava muito ruim na Série C, então quando tu vem contra o Novo Hamburgo [último amistoso], tu vê uma recuperação”, resume.
Amistoso terá público, mas não será transmitido
Brasil x Avenida, às 16h deste sábado, no Bento Freitas, será aberto ao torcedor. Porém, não haverá transmissão da TV Xavante. Quinto teste da pré-temporada rubro-negra, o amistoso encerra a preparação do grupo para o Gauchão 2023.
Na entrevista coletiva, Rogério Zimmermann destacou a relevância da presença de público, inclusive, para os atletas. “É importante. Preciso saber como o meu jogador reage a um aplauso, a um não aplauso. Certamente em algum momento da competição ele vai enfrentar essa situação. Você precisa saber jogar com torcida. A gente fez um esforço muito grande de fazer esse amistoso aberto. Isso é o Brasil: jogar no Bento Freitas com seu torcedor”, disse RZ.
Sócios em dia têm acesso livre ao estádio, pelos portões 3, 4 e 7. Ingressos estão sendo vendidos a R$ 10 para o público em geral.
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