Copa 2022

Bounou pega dois pênaltis, Marrocos elimina a Espanha e chega nas quartas de final pela primeira vez

Após empate sem gols nos 120 minutos, Leões do Atlas levam a melhor nas cobranças por 3 a 0, com show de goleiro

(Foto: Divulgação) - Bono defendeu as cobranças de Sarabia, Soler e Busquets

Por Redação

esporte@diariopopular.com.br

Sumida nos primeiros três dias de oitavas de final, a zebra enfim reapareceu na Copa do Mundo. Nesta terça-feira (6), a seleção de Marrocos eliminou a favorita Espanha nos pênaltis, por 3 a 0, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, no estádio Education City, em Doha. Nas cobranças de pênaltis, brilhou a estrela de Bounou. O goleiro, que atua justamente no futebol espanhol pelo Sevilla, defendeu as cobranças de Sarabia, Soler e Busquets, enquanto Sabiri, Ziyech e Hakimi converteram para os Leões do Atlas.

A classificação marroquina garante o melhor resultado em uma Copa, superando 1986 (México), quando a equipe parou na Alemanha Ocidental, nas oitavas. É a quarta seleção africana a atingir esse feito igualando Camarões 1990, Senegal 2002 e Gana 2010.

Para ser o primeiro país da África em uma semifinal de Copa, Marrocos terá que superar o ganhador do confronto entre Suíça e Portugal, que se enfrentam ainda nesta terça, a partir das 16h. O duelo pelas quartas será no próximo sábado (10), a partir das 12h, no Estádio Al Thumama, em Doha.

A Espanha, pelo terceiro Mundial seguido decepciona. Em 2014 a La Roja sequer passou da primeira fase. Em 2018, na Rússia, a Fúria também caiu nos pênaltis e nas oitavas de final, só que para os anfitriões.

Quando a bola rolou, as formações deixaram claras as ideias das equipes. Com as peças adiantadas e compactada, a Espanha trocava passes, buscando espaços para quebrar as linhas de marcação de Marrocos, concentradas no campo de defesa. A Fúria, na primeira vez que conseguiu furar o bloqueio, chegou perto do gol. Aos 25 minutos, Asensio recebeu na área pela esquerda, às costas do zagueiro Nayef Aguerd, mas o chute foi na rede pelo lado de fora.

Ao longo da etapa inicial, porém, a estratégia dos Leões do Atlas, de aguardar o momento ideal para o desarme e sair em velocidade, funcionou melhor, especialmente pela esquerda, com Sofiane Boufal. Aos 41, o atacante driblou Llorante com facilidade e cruzou na área para Aguerd, de cabeça, quase abrir o placar.

O cenário se manteve no segundo tempo, obrigando Luís Enrique a buscar alternativas, como a entrada de Morata para ser a referência na área, substituindo Asensio. Pouco adiantou, entretanto. Aos 35, o camisa 7 recebeu passe de Nico Willians, pela direita. O chute, sem ângulo, quase na linha de fundo, virou um cruzamento rasteiro, sem ninguém para concluir.

Para resistir à pressão espanhola e não perder intensidade, Walid Regragui precisou mudar a equipe, tirando Amallah, Boufal e Youssef En-Nesyri para colocar Sabiri, Abde Ezzalzouli e Walid Cheddira.

O duelo, truncado, foi para prorrogação. O maior desgaste físico, apesar de as equipes manterem as astratégias, provocou os dois lances mais perigosos da partida. Aos quatro minutos do primeiro tempo extra, Cheddira recebeu do meia Azzedine Ounahi, entre os zagueiros Rodri e Laporte, mas bateu em cima do goleiro Simon. Já no último lance da segunda etapa, o atacante Pablo Sarabia foi lançado às costas da zaga e chutou de primeira, cruzado, na pequena área, acertando a trave.

Quis o destino que Sarabia, que entrou em campo no fim da prorrogação, justamente para a disputa de pênaltis, parasse novamente na trave, na primeira cobrança espanhola. Nas séries seguintes brilhou Bounou. O meia Carlos Soler e o volante Sérgio Busquets, pararam no goleiro marroquino. Pelo lado dos Leões do Atlas, o zagueiro Badr Banoun, mais um que entrou nos instantes finais, desperdiçou, mas no fim não fez diferença: Sabiri, Ziyech e Hakimi, de cavadinha, levaram o Marrocos às quartas de final, para a linda festa da torcida, que compareceu em grande número no Education City.

Ficha técnica

Marrocos: Bounou; Hakimi, Aguerd (El Yamiq), Saiss e Mazraoui (Attiat-Allah); Ounahi (Benoun), Amrabat e Amallah (Sabiri); Ziyech, Boufal (Ezzalzouli) e Nesyri (Cheddira). Técnico: Walid Regragui. 

Espanha: Unai Simon; Llorente, Rodri, Laporte e Jordi Alba (Balde); Busquets, Gavi (Soler) e Pedri; Ferran Torres (Nico Williams, depois Sarabia), Dani Olmo (Ansu Fati) e Asensio (Morata). Técnico: Luis Enrique.

Cartões amarelos: Saiss (M); Llorente (E). 

Árbitro: Fernando Rapallini (Argentina). 

Local: estádio Education City, em Doha. 

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