#CopadoBrasilNoDP
Brasil compete até o fim, mas sofre gol aos 44 do segundo tempo para o Atlético e acaba eliminado com 1 a 1
Após abrir o placar com Márcio Jonatan e ficar perto de decidir nos pênaltis a vaga nas oitavas, Xavante vê classificação escapar; torcida reconhece e aplaude
Foto: Jô Folha - DP - Rubro-Negro, que teve apoio de mais de sete mil torcedores, agora foca na Série D do Brasileirão, que começa em 6 ou 7 de maio
Matéria atualizada às 0h32min.
Sob muitos aplausos e gritos de “time de guerreiros”, chegou ao fim nesta quarta (26) a jornada rubro-negra na Copa do Brasil 2023. Em um Bento Freitas com mais de sete mil torcedores, o Xavante voltou a fazer jogo muito equilibrado contra um dos elencos mais caros do futebol nacional, mas não conseguiu avançar às oitavas de final do torneio. O empate por 1 a 1 contra o Atlético Mineiro teve gols de Márcio Jonatan para o Brasil e Zaracho para o Galo, este aos 44 minutos do segundo tempo, quando a decisão se encaminhava aos pênaltis. A ida, vale lembrar, teve vitória dos mineiros por 2 a 1 em Belo Horizonte.
Ao total, a participação do clube da Baixada na Copa do Brasil 2023 rendeu R$ 3,7 milhões em cotas da CBF – valor que não cai integralmente nos cofres devidos às dívidas cíveis e trabalhistas. Com um saldo positivo, o Xavante passa a focar no seu grande objetivo da temporada: retornar à terceira divisão nacional. A Série D do Brasileirão começa no fim de semana dos dias 6 e 7 de maio, e a equipe de Rogério Zimmermann visitará o Concórdia (SC) na estreia pelo grupo A8.
Além do Galo, também se garantiram por enquanto nas oitavas da Copa do Brasil Cruzeiro, Fluminense, São Paulo, Athletico Paranaense, Santos, Sport, Fortaleza, Palmeiras, Flamengo e Corinthians. Veja os resultados ao fim desta matéria.
> Os lances de Brasil 1 x 1 Atlético Mineiro na cobertura do DP.
Escalações
Do lado rubro-negro, Rogério Zimmermann repetiu dez dos 11 titulares da partida de ida. Na ponta esquerda não jogou Rafael Pernão, e sim Márcio Jonatan – com Rone sendo a novidade pelo outro flanco. Assim, o time voltou a ter dois pontas típicos, que também entraram com a obrigação de recuar e auxiliar os laterais na marcação.
Pelo Galo, Coudet mexeu muito em relação ao esperado. Paulinho começou no banco, e nenhum lateral-esquerdo de ofício iniciou: Patrick, meio-campista de origem, foi o escolhido para a função, com Vargas em dupla com Hulk à frente. O tradicional 4-1-3-2 do técnico argentino se manteve, e Edenilson atuou como meia centralizado.
Após 135 de 180 minutos, tudo igual
Encerrado o terceiro dos quatro tempos da eliminatória, o placar agregado era de empate. A etapa inicial, ontem, foi muito movimentada. A partida começou com dois minutos de atraso porque um dos refletores do estádio só se acendeu por completo quase na hora de a bola rolar. O Xavante aproveitou o embalo das arquibancadas e ensaiou uma pressão logo de cara.
Pela direita, Rone era a principal ameaça ofensiva. Circulando por todo o campo, Patrick – o do Brasil – mostrou porque é a referência técnica da equipe. Em duelos com Jemerson, Da Silva fez ótimos pivôs e permitiu que o Xavante ganhasse fôlego na frente, segurando a posse e articulando ataques.
Havia do outro lado, porém, alta qualidade técnica. A movimentação ofensiva do trio de meias e da dupla de ataque fez o Atlético gerar ocasiões claras: Hulk, Vargas e Igor Gomes ameaçaram. Mas aos 17 minutos, a tão comentada bola parada fez a diferença. Quase do meio-campo, Mário Henrique cobrou falta na área. João Marcus, autor do gol na ida, ganhou por cima e desviou. Sozinho de frente para Everson, Márcio Jonatan fuzilou o goleiro e fez 1 a 0: delírio na Baixada.
A igualdade no marcador somado fez o Galo buscar mais o ataque e o Brasil adotar postura mais retraída. Hulk fez Pitol trabalhar em falta frontal, e Vargas perdeu chance incrível dentro da pequena área ao bater por cima. O Xavante ia apostando outra vez nos encaixes individuais: os duelos-chave eram Guilherme Nunes sobre Edenilson, Amaral em Igor Gomes, Mário Henrique cuidando de Pavón e os zagueiros variando a vigilância a Hulk.
Antes do intervalo, o clima do jogo, que era tranquilo em campo, esquentou. O árbitro carioca Bruno Arleu de Araujo mostrou quatro cartões amarelos durante os minutos finais. Só de acréscimo foram dez. Hulk e Pitol se estranharam e ambos acabaram advertidos. Quando os times desceram aos vestiários, então, estava tudo empatado.
Duro golpe no final
Para o quarto decisivo do mata-mata, Coudet trocou o amarelado Jemerson por Réver, aumentando a estatura do time (1,84m x 1,92m) diante dos problemas defensivos apresentados recentemente – e das ameaças aéreas do Brasil. Nos primeiros lances, uma falha de Luís Gustavo deu uma contragolpe perigoso que Pavón finalizou e Amaral bloqueou. De muito longe, na sequência, Hulk tentou e nem assustou Pitol.
O cenário mudou um pouco em comparação ao primeiro tempo da partida. O Atlético conseguia se instalar no campo defensivo do Xavante. A pressão pós-perda dos visitantes melhorou, dificultando contra-ataques. Em uma delas, Da Silva errou passe ao tentar acionar Rone. A esse contexto também se acrescentava o desgaste físico oriundo da alta dedicação dos rubro-negros.
Como uma das tentativas de frear o rival, Zimmermann inverteu os pontas de lado: Rone passou para a esquerda e Márcio Jonatan para a direita. Aos 15 minutos, Patrick deixou mais um belo detalhe técnico ao dar uma caneta em Battaglia e sair jogando. A essa altura, RZ aumentava a veemência das orientações à beira do campo para ajustar posicionamentos.
Com 18 no relógio, Vargas desperdiçou outra oportunidade, parando em Pitol novamente. E aí vieram mais substituições no Galo: saíram Edenilson e Igor Gomes, entraram Zaracho e Hyoran. A comissão xavante respondeu ao trocar Rone por Wellington. Conforme o tempo passava, também crescia a tensão dos dois lados.
Entre os 25 e os 30 minutos, várias trocas aconteceram nos dois times. Sem Da Silva, extenuado, o Rubro-Negro ficou sem centroavante. Beléa entrou na função, com outra característica. O Atlético também ia mexendo na equipe, e em campo apostava nas combinações por dentro. Em uma dessas jogadas, Mariano cavou para Zaracho, que apareceu livre na área e emendou um voleio sem chances para Pitol: 1 a 1 aos 44 minutos.
Como última medida, RZ tirou Amaral e colocou Luiz Felipe para o tudo ou nada nos seis minutos iniciais de acréscimo. Uma falta cobrada por Mário Henrique foi tirada de soco por Everson. Ao apito final, só se ouviram aplausos das arquibancadas. Se pode ficar um gosto amargo pelo contexto da eliminação, não restam dúvidas de que permanecem o orgulho pela performance e o sentimento de que é possível retornar à Série C no segundo semestre.
Ficha técnica
Brasil (1): Marcelo Pitol; Luís Gustavo, João Marcus, Rafael Dumas e Mário Henrique; Amaral (Luiz Felipe - 45' 2T), Guilherme Nunes (Chicão – 27’ 2T); Rone (Wellington – 21’ 2T), Patrick (Germano – 27’ 2T) e Márcio Jonatan; Da Silva (Beléa – 28’ 2T). Técnico: Rogério Zimmermann.
Atlético (1): Everson; Mariano, Jemerson (Réver - intervalo), Mauricio Lemos e Patrick (Rubens – 30’ 2T); Battaglia; Pavón (Paulinho – 30’ 2T), Edenilson (Zaracho – 18’ 2T) e Igor Gomes (Hyoran – 18’ 2T); Vargas e Hulk. Técnico: Eduardo Coudet.
Gols: Márcio Jonatan, aos 17’ 1T (B); Zaracho, aos 44’ 2T (A).
Cartões amarelos: Pitol e Guilherme Nunes (B); Jemerson, Hulk e Patrick (A).
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ).
Local: Bento Freitas.
Público oficial: 7.309 pessoas, com renda de R$ 301 mil.
Copa do Brasil
Terceira fase - jogos de volta
Terça-feira
Cruzeiro 2 x 0 Náutico
Paysandu 0 x 3 Fluminense
Ituano 0 x 1 São Paulo
Athletico Paranaense 2 x 1 CRB (pênaltis: 4 x 2)
Quarta-feira
Santos 1 x 0 Botafogo (SP)
Sport 2 x 0 Coritiba
Brasil 1 x 1 Atlético Mineiro
Águia de Marabá (PA) 0 x 2 Fortaleza
Tombense 0 x 2 Palmeiras
Corinthians 2 x 0 Remo (pênaltis: 5 x 4)
Flamengo 8 x 2 Maringá
Quinta-feira
19h | Bahia x Volta Redonda (ida: 2 x 1)
19h30min | Botafogo (RJ) x Ypiranga (ida: 2 x 0)
20h | CSA x Internacional (ida: 1 x 2)
21h30min | Grêmio x ABC (ida: 2 x 0)
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