Copa 2022
Em jogo épico, Argentina supera Holanda nos pênaltis e vai enfrentar a Croácia na semifinal
Albiceleste abre vantagem e sofre dois gols no fim, o segundo deles totalmente inusitado, no último lance. Martínez brilha nas penalidades e mantém vivo o sonho dos hermanos
Foto: Divulgação - Fifa - Lionel Messi comandou o time sul-americano até a etapa final do segundo tempo, com linda assistência e gol de pênalti. Nas penalidades, foi o primeiro da Argentina a bater e converteu com categoria
Por Gustavo Pereira
gustavo.pereira@diariopopular.com.br
Argentinos e holandeses protagonizaram nesta sexta (9), no estádio Lusail, em Doha, um jogo para a eternidade das Copas. Teve de quase tudo. E melhor para os hermanos, que enfrentarão a Croácia, algoz do Brasil, na semifinal do Mundial no Catar. Comandada por grande atuação de Lionel Messi, com assistência e gol, a Albiceleste encaminhou a vitória mas, nos últimos minutos do tempo normal, sofreu dois gols de Weghorst – o segundo em lance épico.
O empate por 2 a 2, alcançado pelo time de Louis van Gaal aos 56 minutos da etapa final, levou a decisão à prorrogação. Nela, nada de mudança no placar. Depois, nos pênaltis, Emiliano Martínez voltou a brilhar, como já havia feito na Copa América do ano passado. Pegou os dois primeiros pênaltis da Laranja. A equipe do técnico Lionel Scaloni só errou quando Enzo Fernández bateu para fora. Messi, com tranquilidade, converteu sua batida. Ao fim, 4 a 3 nas penalidades.
A Argentina volta a garantir lugar entre os quatro melhores após oito anos. O duelo diante dos croatas, valendo vaga na decisão do dia 18, será às 16h (de Brasília) de terça-feira, outra vez no Lusail, principal palco desta edição da Copa.
Messi lidera vantagem parcial
Van Gaal optou por perseguições individuais na marcação para – tentar – frear Lionel Messi. O zagueiro Aké foi o escolhido. Em uma partida com os dois times usando esquema com três zagueiros e dois defensores, o equilíbrio era nítido. Aos 35 minutos, porém, a genialidade do camisa 10 argentino começou a escrever a história do jogo.
Messi recebeu por dentro, driblou Frenkie de Jong, conduziu e achou um passe que só ele é capaz de ver, para Molina. O lateral, atuando mais avançado, dominou já ajeitando para o chute e tocou na saída de Noppert: 1 a 0. Depois, a primeira metade do segundo tempo foi o melhor momento dos hermanos no confronto. Veio, então, a alteração tática do treinador da Laranja, sacando um defensor e colocando um centroavante.
Antes de se notar o impacto das mexidas, no entanto, Acuña foi pisado por Dumfries na risca da área: pênalti. Aos 28 minutos da etapa final, Messi não se assustou com os 2,03 metros do goleiro rival. Esperou, olhando para Noppert, e o deslocou com cobrança alta, no canto esquerdo: 2 a 0. Foi o décimo gol do craque em Copas, igualando o recorde do país ao lado de Gabriel Batistuta. A partir daí, a Holanda abriu mão do modelo de circulação da bola e apostou tudo nos lances aéreos.
O centroavante Luuk de Jong já estava em campo. Depois do segundo gol argentino, entrou Weghorst. E tudo mudou. Aos 38, de cabeça, ele descontou. E aos 56, quando os europeus tiveram falta frontal para bater, no último lance da partida, o camisa 19 recebeu um surpreendente passe rasteiro de Berghuis. Ninguém esperava. Weghorst ajeitou e mandou por baixo: 2 a 2.
Martínez brilha
A prorrogação não teve muitas histórias para contar. Principalmente no primeiro tempo, o ritmo baixou. Após o intervalo, porém, a Albiceleste melhorou com a entrada de Di María, longe de estar 100% fisicamente. Lautaro Martínez quase marcou duas vezes, e Enzo Fernández carimbou a trave no minuto final. Assim como em 2014, na semifinal, holandeses e argentinos foram à marca da cal.
O capitão Virgil van Dijk começou batendo para a Laranja. E parou em Emiliano Martínez, que saltou e espalmo. Na sequência, Messi mostrou a mesma tranquilidade de antes e rolou para as redes. O goleiro argentino voltou a se agigantar na cobrança de Berghuis. Como resposta, Paredes converteu; Koopmeiners, Montiel e Weghorst também.
Na primeira chance de encerrar a disputa, Enzo Fernández mandou para fora. Então, Luuk de Jong manteve a Holanda viva. Mas Lautaro Martínez, que virou reserva durante a Copa e não vive boa fase, não desperdiçou: a Argentina está entre as quatro melhores seleções do Mundial do Catar.
Ficha técnica
Holanda (2): Noppert; Timber, Van Dijk e Aké; Dumfries, De Roon (Koopmeiners), Frenkie de Jong e Blind (Luuk de Jong); Gakpo (Lang), Memphis (Weghorst) e Bergwijn (Berghuis). Técnico: Louis van Gaal.
Argentina (2): Emiliano Martínez; Molina (Montiel), Romero (Pezzella), Otamendi, Lisandro Martínez (Di María) e Acuña (Tagliafico); Enzo Fernández, De Paul (Paredes) e Mac Allister; Messi e Julian Álvarez (Lautaro Martínez). Técnico: Lionel Scaloni.
Gols: Molina, aos 35’ 1T, e Messi, aos 28’ 2T (A); Weghorst, aos 38’ e 56’ 2T (H).
Cartões amarelos: Timber, Van Dijk, Memphis, Bergwijn, Lang, Weghorst e Berghuis (H); Romero, Pezzella, Otamendi, Messi, Lautaro Martínez, Paredes e Acuña (A).
Arbitragem: Mateu Lahoz (Espanha).
Local: estádio Lusail, em Doha.
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