Desdobramentos
Junnior Batata lamenta pênaltis desperdiçados e considera saída do Pelotas “a melhor decisão”
Após confirmação da rescisão do contrato com o Lobo, atacante diz assumir a responsabilidade pelos erros e fala que “alguém tem que pagar o pato”
Foto: Italo Santos - Especial DP - Jogador deixa o Áureo-Cerúleo com um gol, anotado no 1 a 0 sobre o São Gabriel, de pênalti
As últimas horas foram conturbadas para Junnior Batata. Após a infelicidade de desperdiçar dois pênaltis em poucos minutos na partida do Pelotas contra o Lajeadense, o atacante rescindiu o contrato com o Lobo. Segundo o comunicado oficial do clube, a decisão foi em comum acordo. Durante a tarde desta segunda-feira (22), o jogador de 31 anos atendeu a reportagem do Diário Popular para falar do assunto.
O agora ex-camisa 9 do Áureo-Cerúleo lamentou os erros e admitiu culpa. Falou do impacto no lado humano e reforçou o fato de ter assumido a responsabilidade para tentar o empate no jogo em Lajeado. Ele ainda lembrou da penalidade convertida na rodada anterior, quando um gol da marca da cal deu ao Pelotas a primeira vitória na Divisão de Acesso.
Confira a manifestação de Junnior Batata.
As razões da saída
“A decisão era realizar o que o presidente [Rodrigo Brito] queria. Eu só realizei o desejo dele. No final da partida, eu já sabia que era o que ele queria, que eu não vestisse mais a camisa do Pelotas. Eu tomei a iniciativa, da mesma maneira como tomei a bola pra bater o pênalti, de pedir o desligamento, porque sei que o ambiente não ia ficar legal. Num jogo daquele, eu perder dois pênaltis... A gente precisando do resultado, a pressão que a gente estava recebendo... Achei melhor pro clube e melhor pra mim também. Antes de eu ser um atleta profissional, tem um ser humano. Então é descansar a mente. Creio que foi a melhor decisão, e estou pagando pelos meus erros. Assumo, por isso que pedi”.
O contexto
“O futebol tem disso. Da mesma maneira que tive peito, personalidade de pegar a bola no jogo dentro de casa, onde a gente estava muito pressionado de fazer um primeiro gol na Boca do Lobo e ter a primeira vitória dentro da competição, tive a personalidade ontem de pegar o primeiro, bater novamente, e peguei novamente pra tentar reverter a situação. Pensando não só em mim, mas também no grupo. Treino pra isso. Infelizmente fui infeliz nas duas cobranças. Até agora não entendi o que aconteceu. Foi uma noite muito conturbada pra mim, não consegui nem descansar direito. Mas é isso. Agora é descansar a cabeça. Da mesma maneira que fui feliz no primeiro semestre, sendo vice-artilheiro da Série A-3 do Campeonato Paulista [pelo Barretos (SP), com oito gols em 12 jogos], também não vou me achar o pior atleta por ter acontecido isso. Tenho que trabalhar, tive erros, sou ser humano, mas agora é pagar pelos erros”.
“Muita coisa está errada, tem que ser arrumada, mas alguém tem que pagar o pato. Infelizmente fui eu, não fujo da minha responsabilidade. Admito que a derrota foi culpa minha. Fui homem pra assumir. É o que falei, a corda tem que arrebentar pra um lado. Enquanto eu estava jogando, não tendo oportunidades [de gol], estava tudo tranquilo. E depois ali que tive duas, e não fui feliz, aí estoura. É isso, vida que segue”.
Sequência do clube
O Pelotas volta a campo no domingo, para receber o Guarani-VA, lanterna da chave B. A partida está marcada inicialmente para 15h30min, porém o clube solicitará à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) mudança para as 15h. O Lobo soma seis pontos em seis rodadas e está a três do Inter-SM, atual quarto, último time que avançaria às quartas de final da Divisão de Acesso. Faltam oito partidas.
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