#CopadoBrasilNoDP
Técnico do Cordino elogia o Brasil e diz que jogo é "Davi contra Golias"
Recontratado pelo clube de Barra do Corda há um mês, Marlon Cutrim cita dificuldades e afirma que vaga na segunda fase da Copa do Brasil pagaria mais de seis folhas salariais
Foto: Gustavo Pereira - DP - Time da casa fará o treinamento final antes da partida no estádio Leandrão na noite desta terça, após atividade do Xavante
Por Gustavo Pereira
gustavo.pereira@diariopopular.com.br
Direto de Barra do Corda
Matéria atualizada às 14h57min desta quarta: elenco fez greve e não treinou na véspera.
A visita do Brasil a Barra do Corda para encarar o Cordino é um confronto de "Davi contra Golias", nas palavras do treinador da equipe maranhense, Marlon Cutrim. Ao conversar com o DP na manhã desta terça-feira (28), véspera do duelo da primeira fase da Copa do Brasil, o profissional de 52 anos, que reassumiu o comando da "Onça" há um mês, elogiou o Xavante e foi contundente ao afirmar que as realidades dos oponentes desta quarta são muito diferentes.
> Cordino e Brasil jogam às 19h desta quarta (1º), no estádio Leandrão em Barra do Corda.
> O Diário Popular acompanha a partida, que não terá transmissão com imagens, em tempo real.
> Elenco do Cordino faz greve e não treina na véspera do jogo.
"A gente vem acompanhando a equipe do Brasil há um bom tempo. O futebol gaúcho é forte. Vai ser um jogo difícil, é um divisor de águas pra gente também nessa questão financeira. O clube [Cordino] é pequeno aqui no Maranhão, mas já tem uma história de duas vezes ter calendário nacional", fala, lembrando das duas vezes em que o time, fundado em 2010, disputou a Série D do Brasileirão - também aconteceu uma participação na Copa do Brasil, há cinco temporadas.
> Brasil chega a Barra do Corda para enfrentar o Cordino.
Ao ser perguntado se a partida das 19h desta quarta-feira é a maior da ainda curta história do Cordino, Cutrim respondeu positivamente e voltou a valorizar o peso do duelo. "Penso [que sim]. Até porque jogar contra uma equipe grande é uma honra. Principalmente para os nossos atletas. 90% desse elenco é da região, atletas nordestinos. A expectativa é grande, sabemos da responsabilidade que tem esse jogo tanto para nós quanto para o Brasil. Fico feliz de receber uma grande equipe aqui. Que vença o melhor, quem jogar com mais vontade, quem errar menos", comenta.
Distintas realidades
O técnico do Cordino assumiu no fim de janeiro após a saída de Marcinho Guerreiro, já durante o Campeonato Estadual. Antes, em 2021, Marlon Cutrim havia liderado o acesso do clube de volta à elite maranhense. Agora, retornou para evitar risco de rebaixamento. Questionado a respeito do que conhece do oponente desta quarta, Rogério Zimmermann, o treinador fez elogios e aproveitou para um leve desabafo sobre a realidade da Onça da Barra.
> A cobertura do DP no Maranhão tem o patrocínio de Hercílio Calçados.
"Primeiramente respeito pelo belíssimo trabalho que ele [RZ] vem fazendo. É um treinador de respeito, conhecido. A gente sabe da dificuldade e das nossas limitações também. É um clube profissional entre aspas [o Cordino]. Deixa muito a desejar. A gente tem que ser praticamente tudo dentro de uma equipe como o Cordino. Não tem a estrutura de estar contratando um analista de desempenho, um gerente... Então a gente sabe que é um Davi x Golias, mas a gente vem se preparando e vamos à luta", diz.
Em sua comissão técnica, Cutrim conta com um auxiliar, um preparador físico, um preparador de goleiros e um massagista.
Reforços e o impacto financeiro de uma classificação
O goleiro Rômulo, o volante Rômulo Ferreira e o atacante Vinícius Barata foram as últimas contratações do Cordino. Os três chegam do IAPE, um dos dois rebaixados no atual Campeonato Maranhense. Os dois "Rômulos" tiveram o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) e devem ingressar na equipe titular, afinal são "homens de confiança" de Marlon Cutrim.
"Penso em entrar com eles até porque já treinaram. Já tive oportunidade de trabalhar com eles, fui campeão com eles no Juventude do Maranhão. São atletas que têm a confiança da gente. O goleiro [Rômulo] a gente tem que iniciar com ele, porque o Dida, goleiro que vem no Estadual, está suspenso. Aí a gente já vai com ele de cara", antecipa.
Uma eventual classificação sobre o Brasil, que só acontecerá em caso de vitória do Cordino, injetaria R$ 900 mil reais nos cofres do clube. Segundo o treinador, esse valor pagaria mais de seis folhas salariais do time de Barra do Corda - atualmente, o montante mensal gira em torno de R$ 120 mil. Vale lembrar que a Onça disputará a Série D do Brasileirão a partir do final de abril.
Brasil "abrilhanta o espetáculo"
Para finalizar a entrevista com o comandante do rival xavante nesta quarta, a reportagem perguntou ao técnico do Cordino sobre a expectativa da presença público no estádio Leandrão. E o profissional reforçou o que disse mais de uma vez durante a conversa: a presença do Rubro-Negro no interior do Maranhão valoriza o evento.
"O torcedor aqui em Barra do Corda gosta de futebol. Infelizmente o clube não foi bem no Estadual. Eu cheguei no segundo turno, a equipe estava para cair e a gente brigou até as últimas partidas mas infelizmente não conseguimos classificar. Tiramos a equipe do rebaixamento. Teve também algumas questões do entrave da nossa cota e dificultou as contratações. A gente está com a moral meio baixa, mas é um jogo diferente, uma competição diferente, um clube [Brasil] que vem abrilhantar o espetáculo", complementa.
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