Projeção

Um mês antes do Gauchão, como chega o primeiro adversário do Brasil?

Aimoré mantém treinador e parte do elenco que fez boa campanha na última Série D, mas sofre financeiramente para reformatar plantel

Foto: Leonardo Oberherr - Índio Capilé visitará o Bento Freitas em 21 ou 22 de janeiro

Por Gustavo Pereira

gustavo.pereira@diariopopular.com.br

Falta um mês para o início do Campeonato Gaúcho 2023. Em 21 ou 22 de janeiro, o Brasil recebe o Aimoré, no estádio Bento Freitas - sem público, por conta da necessidade de cumprir punição do TJD ligada a caso de racismo. O rival do Xavante na estreia manteve o treinador e alguns jogadores das sólidas campanhas de 2021 e 2022, mas a dificuldade econômica não gera boa expectativa em São Leopoldo. 

“O cenário é bem preocupante porque a situação financeira do Aimoré é bastante complicada. O clube vem de duas temporadas muito boas, disputando Série D, e faz dois Gauchões bem sólidos. Mas isso tudo não serviu para trazer a comunidade de São Leopoldo para dentro do Cristo Rei, nem o empresariado em larga escala”, avalia Natan Dalprá, da Rádio Índio Capilé, ao Diário Popular.

Segundo o radialista que acompanha o clube da região metropolitana, dirigentes do Aimoré colocaram dinheiro do próprio bolso para garantir condições satisfatórias de trabalho. Porém, “chegou a conta”, ele enxerga. Tanto que a participação do Índio Capilé nesta Série D, para a qual se classificou via Estadual, está em dúvida, devido aos problemas financeiros.

Baixo investimento no elenco

A impressão de Dalprá não é das melhores. Porém, os últimos resultados são bons. O time de São Leopoldo foi eliminado nas oitavas de final da última Série D ao perder para a Portuguesa (RJ), chegando perto do acesso. O radialista lembra da permanência de nomes importantes do grupo, como os jovens zagueiros titulares, Guilherme Lacerda (22 anos) e Vinicius Milani (21), o lateral-esquerdo Higor (27) e os volantes Mardley (27) e Paulinho Dias (34).
Por outro lado, as contratações apresentam uma característica semelhante: jogadores pouco conhecidos. Natan cita desconfiança com relação aos extremas Dedé (28), Bravo (27) e o boliviano Esdras Mendoza (19). O centroavante titular deve ser Wesley Pacheco (32), que passou pelo Brasil em 2020. 

“É unânime o discurso: fazer a pontuação necessária para não cair, e a partir daí é lucro. É um cenário que assusta e preocupa muito. O jogo-treino de sábado passado contra o Sindicato serviu para aumentar todo esse cenário de preocupação”, complementa Dalprá. O teste citado por ele terminou com vitória do Sindicato dos Atletas Profissionais do RS (Siapergs) por 2 a 0, no estádio Cristo Rei.

Sequência no comando

Se pairam dúvidas com relação ao grupo de atletas, o treinador do Aimoré não mudou. Haverá continuidade de um dos responsáveis pela positiva campanha da Série D passada. O técnico Edinho Rosa, que antes de chegar ao clube foi vice-campeão da Copa FGF 2021 pelo Novo Hamburgo, segue à frente do Índio Capilé para 2023.

A reportagem do DP entrou em contato com o presidente do Aimoré, Sandro Borowski. Porém, não obteve retorno para projetar a próxima temporada sob a visão do clube. 

Próximos testes

O Índio Capilé tem novo teste marcado para hoje, contra o São José, no Cristo Rei. Outros amistosos agendados antes de encarar o Xavante serão diante de Avenida, Criciúma e Caxias. 

No jogo-treino frente ao Sindicato, Edinho Rosa escalou William (Andrei / Henrique Dias); Ramon (Matheus Fauth), Vinicius Milani, Guilherme Lacerda (João Pedro) e Higor (Lorenzinho); Fábio (Marquinhos), Mardley, Gabriel Silva (Marcelinho), Choco (Paulinho Dias) e Thalles (Esdras); Wesley Pacheco (Yan Lima). A fonte é a Rádio Índio Capilé.

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