Conscientização
A importância da prevenção
Ação em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids levou informação à população no largo Edmar Fetter
Carlos Queiroz -
A tarde desta sexta-feira (29) foi de conscientização sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), no largo Edmar Fetter. A atividade em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, destacado em 1º de dezembro, foi realizada pelo Programa Municipal de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde e proporcionou material informativo e testes rápidos a cerca de 500 pessoas que passaram pelo local.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a estimativa é que 135 mil pessoas possuam HIV e ainda não saibam. A assistente social do programa, Maria Alice Rodrigues, conta que a atividade tem o intuito, justamente, de buscar a prevenção e a detecção precoce de possíveis doenças, o que favorece o tratamento. "Quanto mais rápido souber e começar a tratar, melhor", conta.
Conforme dados do Sistema de Informações de Agravo de Notificação (Sinan), do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, foram registrados 83 casos de HIV em Pelotas, entre janeiro e outubro deste ano. O número representa uma redução em relação ao ano passado, quando foram 99 casos no mesmo período. Em 2018, o Rio Grande do Sul registrou uma queda de 39,3% em relação a 2008, passando de 44,8 para 27,2 casos para cada cem mil habitantes. A redução foi maior que a nacional no mesmo período, de 17,6%. Já o número de casos no país, no ano passado, foi de 17,8%.
Prevenção e diagnóstico precoce são importantes
"Para muitos, quando descobrem, acaba sendo tarde demais", afirma um dos membros da Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV/Aids, que preferiu não ser identificado. Segundo ele, a prevenção e a detecção precoce são importantes não só para a Aids, mas também para outras DSTs, como a sífilis e a hepatite B. Ele lembra que há casos de pessoas que descobrem a doença, mas optam por não realizar o tratamento, por medo de sofrer discriminação e preconceito. Por isso, são necessários investimentos em educação sobre os meios de transmissão das doenças, sobre os tratamentos e também sobre formas de prevenção, como a utilização de preservativos, que podem contribuir para que vidas sejam salvas. "É um trabalho que deve continuar, jamais a gente vai desistir." O tratamento correto pode tornar o vírus indetectável, além de promover maior qualidade de vida para o paciente.
Exames podem ser feitos em UBSs
Os testes rápidos para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C podem ser realizados em todas as Unidades Básicas de Saúde do município e também no Centro de Testagem e Aconselhamento, rua Voluntários da Pátria, 1.428, sala 407. Em média, o resultado é entregue em 30 minutos. A realização da atividade em frente ao Mercado Central, no entanto, despertou o interesse da estudante de Enfermagem, Isabelle Silveira, que passava pela região e parou para realizar o teste. Ela conta que não faz o exame regularmente, mas sabe da importância e da necessidade. "Acho importante como método de prevenção."
Jovens são maioria
Dados do Ministério da Saúde presentes no Boletim Epidemiológico 2019 - HIV/Aids mostram que, em 2018, a maioria dos casos foi registrada entre os mais jovens, de 20 a 34 anos, com 18,2 notificações (57,5%). O número de mortes pela doença no país caiu 22,8% entre 2014 e 2018, passando de 12,5 mil para 10,9 mil. Em um ranking feito com base em indicadores de taxas de detecção, mortalidade e primeira contagem de CD4 nos últimos cinco anos, seis dos 20 primeiros municípios com mais de cem mil habitantes são gaúchos. Rio Grande é o primeiro, com uma taxa média de detecção de 57,2 casos para cada cem mil habitantes entre 2014 e 2018. Em Pelotas esse número é de 39,8 casos.
Entre 1980 e 2018, o número total de óbitos registrados por Aids foi de 338.905 pessoas, sendo 238.808 homens e 99.961 mulheres.
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