Crime ambiental

Ação combate pesca predatória na Lagoa dos Patos

Comando Ambiental da BM identificou duas embarcações com redes proibidas e pescado com tamanho abaixo do permitido para captura

Divulgação -

Duas embarcações foram flagradas pela equipe de policiais do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BM), praticando o crime de pesca com petrechos proibidos, neste domingo (1°). Uma delas conseguiu fugir.

Ao se aproximar dos barcos, um deles começou a jogar a rede na água, com intuito de evitar a fiscalização. Mas, não adiantou. A equipe conseguiu identificá-la, bem como foi verificada no convés uma rede de método proibido, conhecido como trolha, com aproximadamente 800 metros, Também foram encontrados um sistema chamado de Pau de Força e aproximadamente 300 quilos de corvina com tamanho menor do que o permitido.

Diante dos fatos, foi dado voz de prisão em flagrante. Embarcação, pescado, petrechos e tripulação foram conduzidos até o píer da Patram Rio Grande. A embarcação foi entregue à Marinha, que nomeou o proprietário como fiel depositário e o pescado foi doado ao programa Mesa Brasil.

O autor foi conduzido à Policia Federal (PF). Não foi arbitrada fiança e o homem acabou conduzido ao presidio regional.

Saiba mais

Cabe salientar que a pesca predatória é considerada a principal causa da diminuição dos estoques de peixes, por atuar sobre os criadouros naturais na Lagoa dos Patos e atingir a população de peixes jovens e imaturos, que não terão a oportunidade de se reproduzir.

O Comando Ambiental alerta para as consequências de quem for flagrado atuando com pesca ilegal. Além de ameaçar a biodiversidade, causa problemas econômicos e sociais para toda coletividade de pescadores das demais colônias da Lagoa dos Patos, já que gera deslealdade com a categoria de pescadores legalizados, que seguem as normas ambientais.

“O crime de pesca predatória tem pena de três anos de detenção, além da multa que pode chegar até R$ 100 mil”, afirmou o comandante, capitão André Avelino.

O trabalho de fiscalização para frear a conduta ilícita desses pescadores ilegais é diária e as denúncias podem ser realizadas para os telefones 3235-4702 ou 98428-7279 (WhatsApp).

 

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