Pandemia
Apenas três escolas estaduais retomam ensino presencial em Pelotas
Somente dois alunos foram recebidos na Padre Rambo; no Cassiano do Nascimento, nenhuma criança compareceu e, na Lélia Olmos, atividades serão à tarde
Jô Folha -
Apenas três escolas da rede estadual, de um total de 53 instituições em Pelotas, irão reabrir as portas às aulas presenciais nesta segunda-feira (3). A falta de alunos encaminhados, por decisão das famílias, e a escassez de profissionais nas equipes devido aos grupos de risco para Covid-19 despontam entre as principais razões para as portas permanecerem cerradas. Durante a tarde, a 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE) deverá ter levantamento de como está o retorno nos outros 17 municípios da área de abrangência.
Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Padre Rambo, no Fátima, foram apenas dois alunos do 1º Ano nesta manhã. No 2º Ano, apesar de estar prevista a presença de cinco crianças, nenhuma delas compareceu. Cada uma das turmas possui 24 estudantes matriculados, mas claro que com a determinação de 1,5 metro de distância entre as classes nem todos poderiam ser acolhidos simultaneamente, ainda que manifestassem intenção de participar das atividades presenciais.
Na porta de entrada, as famílias assinaram um Termo e, mesmo com as aulas reduzidas a apenas duas horas de duração, a decisão foi por levá-los. "Eu tô precisando pagar uma pessoa pra ficar com ela, então, pelo menos, será menos tempo", explica a mãe de Marília Valentina, de seis anos, Simone de Oliveira, 38. A autônoma Cassielen Lemos, 37, também aproveitará o período em que o pequeno Erick, de seis anos, estará na escola para dedicar-se à compra de ingredientes para o preparo de salgados e também à venda dos produtos. "Agora que tá tudo reabrindo, posso ir ao Centro vender".
Os dois, que estavam ansiosos em conhecer a Padre Rambo, já estavam recomendados sobre cuidados básicos. Nas mochilas, álcool em gel e garrafa de água. Na hora de entrar na escola, braço esticado para verificar a temperatura e pé firme sobre o tapete com água sanitária.
Confira como foi:
- No Cassiano do Nascimento: Das 52 crianças matriculadas entre as turmas de 1º e 2º Anos do Ensino Fundamental, do turno da manhã, nenhuma compareceu. Na sala do 1º Ano, a professora estava de prontidão para receber, pelo menos, os cinco alunos que haviam sinalizado que iriam para atividade presencial, mas a programação não se confirmou. A sala permaneceu sem estudantes.
- No Lélia Olmos: A escola aguarda a chegada da gurizada para o turno da tarde.
Planos de Contingência e EPIs garantidos
Nenhuma das 125 escolas vinculadas à 5ª CRE estaria impedida de reabrir em função de problemas de infraestrutura, como falta de água por exemplo. Quem garante é a coordenadora Alice Szezepanski. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) estariam à disposição e os Planos de Contingência estão aprovados pela 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS). A fase ainda é de contato com as famílias e de ajuste no quadro de professores e funcionários.
"O levantamento está sendo realizado pela Seduc. Enquanto o ensino esteve só remoto, mesmo que a escola tivesse um número grande de Recursos Humanos como grupo de risco ela funcionou até agora. Com o presencial, a escola precisa se ajustar".
Entenda melhor
- Três escolas têm regramento específico: Uma delas, a Gyró, é destinada à comunidade indígena, na Colônia Maciel, em Pelotas, e conta com uma série de cuidados e restrições para evitar contato com outras populações que possam significar a chegada do coronavírus ao local. As outras duas instituições que possuem tratamento diferenciado em relação ao restante da rede são a Dom Antônio Zattera, que funciona junto ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), e a Nilda Stanieski, instalada no Presídio Regional de Pelotas (PRP).
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