Vagas

Após demissões, busca por empregos ficou ainda maior em Pelotas

Mesmo aberto, atendimento no Sine é limitado, justo no momento que o serviço é ainda mais essencial

Com o agravamento da crise econômica por conta da pandemia, muitas empresas acabaram fechando ou diminuindo o quadro de funcionários, resultando no aumento do número de desempregados na cidade. Segundo o relatório do Observatório Social do Trabalho da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre março de 2020 e janeiro deste ano, o saldo de postos de trabalho fechados é de -837 empregos no Comércio, Indústria, Serviços e a Agropecuária. O número só não é mais alto, porque o setor da Construção Civil apresentou um saldo positivo de 200 vagas abertas. O documento ainda mostra que o mês de abril foi o mais crítico, onde houveram 909 contratações, contra 2.407 demissões.

Rejane Oliveira era operadora de caixa de uma farmácia há quase 13 anos e foi demitida em junho por causa da diminuição nas vendas e com isso, foi necessária uma diminuição no quadro de funcionários. Ela conta que já entregou currículo em diversos lugares, mas sem muita expectativa devido à insegurança dos lojistas. "Só dizem (as empresas) que precisa esperar melhorar as vendas ou passar a pandemia. Mas durante a pandemia a gente faz o que? Morre de fome? As contas não param de chegar" comenta. Para conseguir se manter, Rejane faz alguns serviços temporários quando aparece.

Como aponta o relatório do Observatório, o comércio foi um dos setores mais atingidos com a pandemia em Pelotas. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Pelotas (Secpel), Célio Vieira, algumas empresas acabaram fechando e outras precisaram reduzir o quadro de funcionários para amenizar a crise. Por outro lado, ele destaca que com a venda pela internet foi possível manter alguns estabelecimentos abertos com o mesmo número de colaboradores. "É um momento difícil, atípico e de recessão. Com a insegurança que estamos, os empresários ficam com medo de investir", disse Vieira.

O setor de turismo também foi fortemente atingido com as medidas restritivas. Por conta disso, a agente de viagens Gilmara Gonçalves acabou sendo demitida da empresa que estava há sete anos. Ela conta que a matriz da empresa é de Florianópolis e fechou a filial aqui no município devido ao agravamento da pandemia e a impossibilidade de realizar o serviço. "O sentimento é de tristeza e a impressão é que nunca vai voltar ao normal. O quadro é assustador", lamentou Gilmara. Agora, ela vai encaminhar o seguro-desemprego e buscar emprego, mas teme ter que mudar de ramo caso a situação do setor não melhore.

A busca pelo Sine

Com as demissões, os trabalhadores acabam buscando os serviços do Sine, que está com seus atendimentos limitados, já que o número de funcionários precisou ser reduzido devido as determinações estaduais. Com isso, o andamento do trabalho acaba sendo prejudicado devido a necessidade de divisão de horários e serviços. Na última semana por exemplo, foram feitos somente encaminhamentos de seguro-desemprego que haviam sido agendados previamente. Por dia, cerca de 80 pessoas são atendidas. Quatro por vez, para evitar aglomeração.

A partir de hoje serão retomadas as ofertas de vagas de emprego presencialmente na agência, com a distribuição de 30 fichas por dia entre às 8h e 10h. Veja as vagas disponíveis hoje na página 10. Após esse horário, até as 14h serão atendidos apenas os serviços de seguro-desemprego agendados. A oferta de vagas sofreu uma queda entre os meses de maio, junho e julho do ano passado. Só partir de janeiro, que as empresas começaram a procurar o Sine com mais frequência. No momento, cerca de 80 vagas estão abertas em áreas como Indústria, Construção Civil e Serviços. Também há oportunidades para Pessoas Com Deficiência (PCD). Os candidatos podem acompanhar a oferta de vagas pela página no Facebook do órgão: facebook.com/sinefgtaspelotas.

Meios digitais

Para evitar o risco de contaminação e a celeridade no processo, o coordenador da agencia do Sine Pelotas, Glauber Burkle recomenda que os trabalhadores utilizem os aplicativos disponíveis para os serviços. No caso do seguro desemprego, é necessário fazer o download do "Carteira de Trabalho Digital", mesmo aplicativo utilizado para a confecção da carteira de trabalho que é feita atualmente somente de forma virtual. O portal do governo Federal também pode ser usado. Nesse caso, é preciso acessar o www.gov.br. Já os que procuram vagas de emprego, é possível acessá-las pelo app "Sine Fácil". Quem não possui acesso à internet ou tem dificuldades com os aplicativos pode entrar em contato com o Sine pelo telefone (53) 3225-6024 ou pelo WhatsApp (53) 98415-1119. Cerca de 200 pessoas são atendidas diariamente pelo WhatsApp buscando orientação.

Burkle conta que a utilização dos meios digitais tem facilitado o andamento dos serviços. Antes da pandemia, eram feitos em média 250 atendimentos presencialmente e atualmente com a adesão desses canais virtuais, o número diminuiu em 50%.

A contratação também acabou sofrendo mudanças por conta da pandemia. O responsável pelo Sine ainda comenta que as empresas têm solicitado o envio dos currículos via e-mail ou WhatsApp, para evitar que o candidato vá até o local, o que em sua opinião prejudica o trabalhador. "Isso dificultou, pois afastou o candidato de ter o contato com a empresa. A entrevista pessoalmente fica só em último caso, distanciando o trabalhador do empregador". Ele ainda chama a atenção dos interessados em se candidatar a uma vaga através do aplicativo. Segundo Burkle é necessário preencher com atenção os dados solicitados, pois só é aceita a candidatura se o trabalhador preencher todos os requisitos exigidos.

Contato Sine Pelotas e aplicativos (SUGESTÃO DE QUADRO)

Telefone: (53) 3225-6024
WhatsApp: (53) 98415-1119
Facebook: facebook.com/sinefgtaspelotas
Seguro desemprego e carteira de trabalho: App "Carteira de Trabalho Digital"
Vagas de emprego: "Sine Fácil"

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