Educação
Aulas no anexo da escola Piratinino de Almeida estão suspensas há uma semana
Infiltração causou curto-circuito em uma das salas do prédio inaugurado em 2019, e direção adotou medida de segurança
Foto: Jô Folha - DP - Salas e banheiros estão com goteiras por causa das infiltrações
Depois da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Núcleo Habitacional Getúlio Vargas ser interditada por questões estruturais, a vez agora é da Emef Piratinino de Almeida suspender as aulas de 24 turmas (pré e 1º Ano), no dia 18 deste mês, por causa das inúmeras infiltrações no prédio anexo, inaugurado em maio de 2019. Sem perspectivas de retorno e, diante dos filhos com dificuldades no aprendizado, os pais pedem providências à Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed). Conforme pasta, como o educandário recebe verba federal e municipal para reparos, aguardou pelo projeto orçamental. Mesmo assim, aguarda condições melhores do clima para resolver com segurança o problema da infiltração.
Com a presença de Karina Swenso Pereira, 37, mãe da Manuela, seis, e Juliana Madruga Balbinotti, 39, mãe do Davi, ambos no 1º ano, a reportagem esteve no local presenciou salas e banheiros com goteiras por causa das infiltrações. Já na entrada do prédio, fechado por questões de segurança após a equipe diretiva detectar um curto-circuito, o cheiro a mofo é bem forte. Em pelo menos dois ambientes, o piso está tomado de água e armários e aparelhos de TV foram retirados para não estragar. Um balde só não foi suficiente para conter as gotas que vem do teto. Conforme a Direção do educandário, a situação foi comunicada à Smed em maio, mas até o momento foram duas vistorias, muitas análises e nenhuma ação prática.
A alternativa sugerida pelas mães, com o apoio da dona de casa Raquel Basílio, 32, mãe da Ana Clara, é de remanejar as salas de aula para que os alunos não fiquem em casa, tendo que reviver os tempos de pandemia. “As aulas são enviadas por WhatsApp e Facebook, e só de xerox, por dois dias, paguei R$ 16,00. Eu não tenho condições de arcar com esse custo”, disse Karina, que é diarista e já teve que recusar serviço por não ter com quem deixar a filha. A mãe de Davi, que é doméstica, até consegue pagar uma pessoa para ficar com o menino e, para economizar, copia todas as tarefas enviadas por mensagem.
“A maior dificuldade é que eles estão no período de alfabetização, tão importante para o aprendizado, e na falta da professora para orientar”, justificou a diarista. A equipe diretiva argumentou que as professoras estão à disposição para tirar dúvidas pelo aplicativo de mensagem, pois estão cumprindo o horário na escola, até mesmo nas aulas de reforço. No entanto, as mães explicam que os horários das dúvidas dos filhos junto aos pais acontecem geralmente à noite. Ao todo são 16 turmas com média de 23 a 24 alunos em cada, entre os prés e primeiros anos.
O que diz a Prefeitura
A secretária de Educação, Adriane Silveira, esclarece que a Smed, desde a primeira solicitação de manutenção no anexo da Emef Piratinino de Almeida, tem buscado solucionar as demandas através do setor de manutenção escolar. Ocorre que a equipe diretiva da escola recebe verba federal e municipal para realizar manutenções e ela diz que em nenhum momento foi apresentado qualquer orçamento que não pudessem ser arcados pela escola, o que é protocolar.
A garantia aventada diz respeito somente à desconformidade ou má execução da obra, mas não há garantia de reparos, como é o caso, de acordo com a secretária. Ainda assim, na primeira quinzena de setembro, após nova solicitação da escola, a Smed diz que encaminhou equipe do setor de manutenção escolar para realizar os reparos referentes ao curto circuito, o que na ocasião foi solucionado. No entanto, para resolver o problema de infiltração, é necessário acesso ao telhado com segurança para solução definitiva.
A Smed não avalia ser necessário o remanejo de turmas, uma vez que o problema será solucionado por empresa contratada e por se tratar de situação atípica, vivenciada no Município e Estado do RS. Quanto à reposição dos dias não trabalhados com os alunos do anexo da escola, será solicitado à direção um plano de reposição das aulas, conforme preconiza a legislação vigente.
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