Mobilização

Carreata pede a reabertura do comércio em Pelotas

Integrantes do grupo "Movimenta Pelotas" protestaram contra o fechamento dos estabelecimentos comerciais na cidade

Jô Folha -

A noite de sexta-feira (12) marcou o início do lockdown em Pelotas. Porém, a manhã foi de manifestações contrárias. Participantes do grupo Movimenta Pelotas organizaram uma carreata como forma de protestar pelo fechamento do comércio. A movimentação iniciou na Avenida Domingos de Almeida, no bairro Areal, e teve como destino o Paço Municipal, na Praça Coronel Pedro Osório. Cerca de 50 veículos participaram da mobilização, que durou em torno de duas horas.

A carreata desta sexta-feira foi o encerramento de uma série de manifestações que aconteceram na cidade durante esta semana. Desde segunda-feira, pequenos empresários e funcionários que compõe o Movimenta Pelotas organizaram os protestos como uma reação às restrições de funcionamento dos estabelecimentos comerciais. A mobilização iniciou às 9h30min, com a concentração de carros em frente ao Ginásio do Areal. Por volta das 10h30min os manifestantes começaram seu itinerário rumo à prefeitura. O objetivo era apontar os prejuízos do fechamento do comércio para a cidade. "Se o comércio estiver fechado, como a cidade vai ter fundos para adquirir vacina? A economia de Pelotas e muitos empregos dependem disso. A vacina é essencial para desafogar os hospitais e o trabalho é fundamental para manter a economia. Tenho conhecidos que foram demitidos e outros que precisaram fechar lojas neste momento de crise. Queremos evitar novas demissões", conta uma das organizadoras do evento, Márcia Valadão.

Entre outras pautas, os manifestantes ainda questionam os critérios para as determinações das restrições, que visam impedir o avanço da Covid-19. O organizador Gilson Fonseca explicou que o movimento deseja mais transparência e diálogo com o Poder Público. "Por que não pode ser vendido um veículo e pode ser vendido um material de construção? Por que pode vender alimentos, mas não pode vender roupas? Esse é o tipo de coisa que acreditamos que não vai dar certo neste momento. Precisamos preservar todos os empregos e nossos direitos", questionou.

Após o protesto desta sexta-feira, a expectativa é de ampliação do movimento. A meta segundo Fonseca é trazer mais gente para a mobilização. "Nós organizamos manifestações pacíficas, de forma ordenada e sem desconfianças morais. Não fazemos quebra-quebra e nem vandalismo, apenas queremos manter os postos de trabalho", afirmou.

Pedidos

O Movimenta Pelotas ainda está elaborando um documento para ser encaminhado ao Ministério Público. O objetivo é buscar alternativas para o comércio, visando priorizar os empregos e impedir novas restrições semelhantes. A previsão dos coordenadores do movimento é de que a petição seja entregue durante a próxima semana, após reuniões com entidades lojistas.

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