Encanamento

Cidade depende das adutoras

Canalizações que conduzem a água das ETAs viram dor de cabeça quando se rompem

Divulgação -

A falta d'água em pleno Réveillon causou, além de indignação, dúvida: o que, afinal, são as adutoras no processo de abastecimento de Pelotas e por que ocorrem vazamentos que causam secas de várias horas? O Diário Popular buscou sanar tais questionamentos com o diretor-presidente do Sanep, Alexandre Garcia.

Em explicação técnica, as adutoras são canalizações destinadas a conduzir água potável das estações de tratamento (ETAs) aos sistemas de distribuição. Por serem instaladas profundamente no solo, seus rompimentos são quase sempre considerados atos isolados. É por representarem o início da disseminação pluvial que os vazamentos representam falta d'água em diversos bairros simultaneamente.

É importante destacar uma data: 1912. Foi neste ano que as até hoje atuais adutoras foram instaladas na cidade, construídas de ferro fundido. "O maior problema delas é a idade", inicia Garcia a justificativa para os sete rompimentos que ocorreram em 2017 - cinco nos três primeiros meses, dois nos últimos 30 dias do ano.

O diretor-presidente acrescenta que, quase invariavelmente, os vazamentos ocorrem por ações de terceiros, como obras realizadas em cima das adutoras. Foi o caso da avenida Francisco Caruccio, em outubro. Uma escavadeira realizava limpeza de canal e a pressão causou rachaduras e, consequentemente, o rompimento da tubulação. Também em 2017, e servindo de exemplo, um cano foi rompido próximo ao condomínio Ana Terra por conta da obra de requalificação da avenida Duque de Caxias. O vazamento no Réveillon, que deixou sem água por sete horas bairros como Areal, Fragata e Três Vendas, reconhece Garcia, foi causado em obra do próprio Sanep, "por ironia do destino."

O responsável pela autarquia diz que sempre há uma equipe do Sanep de plantão para auxiliar no antes e no após os vazamentos. Porém, ele afirma que não há planos para troca da tubulação, mesmo as adutoras já tendo 105 anos. "Os vazamentos, neste caso, não são tão comuns e o investimento é muito alto", justifica.

Garcia preocupa-se mais com os rompimentos das redes de distribuição, algo que, salienta, ocorre com mais frequência. A prefeitura atualmente trabalha com a modernização deste sistema, trocando a tubulação antiga, feita de fibrocimento, por estruturas de PVC, cuja durabilidade é maior. Dois mil metros de canos já foram substituídos e há projeto licitado para dez quilômetros em toda a cidade. "O comprometimento é seríssimo, muito tempo de desgaste", complementa.

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