Saúde

Clinicanp sedia tratamento inovador não invasivo a pacientes com sobrepeso e obesidade

Balão Intragástrico Deglutível não leva mais do que 30 minutos de duração e não requer internação, cirurgia ou outros procedimentos

Divulgação -

Um dos tratamentos mais modernos ao alcance de pacientes em situação de sobrepeso ou obesidade já é realidade no Complexo Hospitalar Clinicanp, o único em Pelotas e Zona Sul a disponibilizar o procedimento. O Balão Intragástrico Deglutível não leva mais do que 30 minutos de duração e – o melhor - não requer internação, cirurgia, endoscopia e anestesia.

Não é a primeira vez que o Complexo se destaca nesta especialidade. Desde 2018, o Clinicanp realiza tratamento de obesidade com acompanhamento multidisciplinar e cirurgia bariátrica.

Dispõe de centro de diagnóstico por imagem com tecnologia avançada para atender pacientes em exames de endoscopia, colonoscopia, densitometria óssea, eletrocardiograma, ecocardiograma, holter, M.A.P.A. cardiológico, mamografia, raio-x, ressonância magnética, tomografia e ultrassom.

O corpo clínico é composto por especialistas e equipe multidisciplinar para dar suporte aos atendimentos. São 140 colaboradores diretos, responsáveis por procedimentos de baixa, média e alta complexidade.
Localizado na área central de Pelotas, em um edifício de seis andares, com 2,9 mil metros quadrados de área, o hospital dispõe de 42 leitos (36 para internação clínica e cirúrgica e 6 de UTI). Oferece infraestrutura para consultórios médicos de nada menos que 18 especialidades, como cardiologia, hematologia, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia oncológica, hematologia, ginecologia, mastologia, traumatologia, entre outras.
Reconhecido pelo baixo índice de infecção hospitalar, a Clinicanp desde a sua fundação implementa processos de qualidade que obedecem diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Balão Intragástrico Deglutível


Mais uma vez inovando, o Complexo Hospital Clinicanp oferece o Balão Deglutível para tratamento de sobrepeso e obesidade. As primeiras publicações datam de 2013 e, no momento, é utilizado em 35 países.

No Brasil é fenômeno ainda mais recente: chegou em 2020. O médico do corpo clínico do hospital, responsável pelo procedimento, Dr. Pedro Funari, 34 anos, teve contato com o dispositivo durante o seu doutorado em Gastroenterologia e Hepatologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Ele tem motivos para acreditar que o Balão Deglutível tem potencial para despertar interesse nos pacientes que desejam perder peso sem o uso de medicações ou sem a necessidade de se submeter a cirurgia bariátrica.

Além de menos invasivo, se comparado ao Balão Intragástrico convencional (vale lembrar, dispensa cirurgia, endoscopia e anestesia), o novo dispositivo permanece no estômago por menos tempo - 120 dias, contra seis meses a um ano do dispositivo convencional. Não entra na corrente sanguínea, já que não é absorvido pelo intestino, é expelido nas fezes graças à fina película vegetariana e biodegradável que o envolve (“como se fosse uma de folha alface”, explica o médico) e, também, em contraste com o Balão Intragástrico convencional, o índice de rejeição não chega a 1%.

Além disso, a fabricante apresenta um programa de garantia para eventuais – e raros – casos de complicações. “Ao fim do procedimento, o paciente vai para casa medicado contra desconfortos leves que podem acontecer, como náusea ou dor", garante Funari.

Tantas vantagens, no entanto, não significam que o Balão Deglutível seja uma panaceia. O cirurgião, integrante do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e cirurgião bariátrico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), adverte que o dispositivo é um tratamento importante a se agregar contra uma doença séria como a obesidade, que não tem cura e exige do paciente dedicação “para o resto da vida”, ressalta Funari. “Não estamos substituindo um tratamento por outro e muito menos anunciando a cura da obesidade, o Balão Deglutível é um avanço, uma forma muito menos invasiva comparada a outros procedimentos, que também, ao longo da história da Medicina, foram aperfeiçoados para oferecer intervenções mais humanizadas e, ao fim, mais qualidade vida” – afirma.


Como funciona

O Balão Intragástrico Deglutível é recomendado a pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 27 kg/m2 que tenham falhado ao tratamento clínico inicial (dieta e atividade física). No procedimento, o paciente, acordado, engole uma cápsula “um pouco maior” que um comprimido. Ato contínuo, sob orientação médica, toma “generosas” doses de água, de preferência com gás, para ajudar a deglutir a cápsula.

No próximo passo, é submetido ao exame de raio-x para localização da cápsula. Uma vez posicionada no estômago, um líquido conservante semelhante a um soro, perfunde o cateter - no qual a cápsula está ligada - para abrir a válvula que vai encher o balão intragástrico em até 550 mililitros (ml), o que corresponde à metade do volume da câmara gástrica, para aumentar no período de 120 dias a saciedade do paciente.
Por fim, um novo exame raio-x é realizado junto ao paciente para verificação do funcionamento correto do dispositivo.

Em aproximadamente 120 dias, graças à película vegetariana (biodegradável) e a abertura da válvula, o Balão Intragástrico Deglutível se esvazia e é expelido pelas fezes.

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