Pandemia

Consórcio garante cem mil seringas à região

Consórcio Público do Extremo Sul está com o registro de preços homologado e a empresa com estoque suficiente de aparelhos

A região já tem homologado, via Consórcio Público do Extremo Sul (Copes), o registro de preço para aquisição de cem mil seringas a serem utilizadas na vacinação contra a Covid-19. Essa é exatamente a quantidade considerada necessária para que a imunização contra a doença tenha início na região. A informação foi passada em reunião ocorrida na manhã desta segunda-feira (11), de forma virtual, entre os prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen.

O preço unitário de cada seringa será R$ 0,19 e a empresa que fornecerá o item será a Golden Plus, que já informou ter a quantidade em estoque. Além das seringas, houve a homologação do registro de preço de outros itens, como álcool em gel, testes rápidos e ambulâncias.

O secretário-executivo do Copes, Daizon Stoquetti, explicou ao Diário Popular que o registro de preço possibilita maior agilidade para que os municípios consigam comprar as seringas. “Os prefeitos não precisam perder tempo em fazer todo trâmite de uma licitação e assim se consegue barganhar preços mais baixos, com economia de até 50%.” A partir da homologação, basta que a prefeitura entre em contato com a empresa fornecedora, faça o empenho e aguarde o encaminhamento do item. Também nesta segunda, o governo do Estado anunciou que o pregão eletrônico para compra de dez milhões de seringas foi concluído com sucesso. A licitação permite à administração pública, pelo período de um ano, adquirir o item pelo preço de R$ 0,36 - abaixo dos R$ 0,69 estabelecidos como referência pela Subsecretaria Central de Licitações do Estado (Celic). Trata-se de uma economia de 48% aos cofres públicos - R$ 3,6 milhões, ante R$ 6,91 milhões projetados inicialmente. Ao todo, o Rio Grande do Sul conta agora com 14,5 milhões de seringas no estoque.

Doses para janeiro ou fevereiro

O encontro entre Azonasul e Famurs também serviu para informar aos prefeitos que o Estado trabalha atualmente com dois planos para iniciar a vacinação no Rio Grande do Sul. O primeiro é aguardar o protagonismo do governo federal em relação a criar estratégias de aquisição e distribuição das doses para as unidades federativas. Dentro dessa realidade, a expectativa seria de início de aplicação ainda em janeiro, de acordo com o presidente da Famurs, Maneco Hassen.

O segundo é, em caso de demora de Brasília, pensar em outras formas de acesso. Dentro deste planejamento, Famurs e governo do Estado realizaram em dezembro uma reunião junto ao Instituto Butantan e assinaram um protocolo de intenções que colocou o Rio Grande do Sul na fila para aquisição direta da vacina CoronaVac. Nessa hipótese, a vacinação no Estado teria início em fevereiro, também de acordo com Hassen. O presidente da Famurs informou ainda que a sugestão de bancadas de deputados na Assembleia Legislativa, de que parte do ICMS gaúcho seja utilizada na compra de vacinas, foi acatada pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

Preparação

Com as discussões logísticas sobre a vacina contra o coronavírus ganhando o protagonismo da discussão pública, Pelotas também procura se preparar para receber as doses. De acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, Franklin Neto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) conta atualmente com nove câmaras frias com bateria específicas para vacinas que precisem ser armazenadas entre 2°C e 8°C, além de duas geladeiras. Neto salienta que essa é a estrutura utilizada em campanhas de vacinação contra a influenza, por exemplo. O município encaminha atualmente a compra de mais cinco câmaras frias.

Em relação ao prédio onde as vacinas ficam acondicionadas - ao fundo da sede da SMS, com entrada pela praça Vinte de Setembro -, a secretaria realiza atualmente trabalhos de melhoria em setores como a rede elétrica e está em processo de adquirir 13 no-breaks com o intuito de garantir que a rede fria não sofra com instabilidades elétricas.

Balneários

Ainda na reunião, os prefeitos de cidades com praias discutiram a possibilidade da criação de protocolos sanitários únicos e mais rígidos para os balneários. Com o fechamento da fronteira com o Uruguai, locais como a praia do Cassino, o Laranjal e São Lourenço do Sul atraíram multidões, resultando em orlas lotadas e descumprimento do isolamento social, ao mesmo tempo em que os casos de coronavírus não diminuíram consistentemente.

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