Concessão

Cresce a expectativa pelo leilão do aeroporto

Ainda é difícil projetar qual será o impacto da licitação na criação de novas rotas e horários; hoje a Azul mantém um único voo para a capital

Jô Folha -

O ano de 2021 será de definições para o Aeroporto Internacional de Pelotas. O leilão de concessão - para ampliação, manutenção e exploração - está agendado para 7 abril. Difícil, entretanto, estimar qual será o impacto da negociação para o aumento da movimentação e a criação de novas linhas. Hoje há somente um horário, à tarde, do voo Pelotas-Porto Alegre.

O atual superintendente, Tiago Porepp, não arrisca projeções, mas acredita que se houver oferta de linhas, haverá demanda. “Sempre acreditei nisso, independente, do operador do aeroporto”, resume.

Atualmente, o Aeroporto João Simões Lopes Neto possui apenas dez funcionários e deverá ficar com o mínimo operacional, de cinco a seis profissionais, enquanto aguarda o período de transição. 

No momento em que teve maior quadro, a Infraero possuía 23 trabalhadores em Pelotas. Agora, as equipes, em diferentes pontos do país, têm duas alternativas para o desligamento da empresa: aceitar o plano de incentivo à demissão ou serem remanejadas para outros órgãos ligados à União, como Receita e Polícia Federal (PF).

Mais 22 aeroportos ainda serão licitados no Brasil

Informações extraoficiais dão conta de que o Bloco Sul, puxado principalmente pelo Afonso Pena - de Curitiba, no Paraná -, é o mais cobiçado dos três. Ao todo, 22 terminais aeroportuários que, juntos respondem por 11% do tráfego total de passageiros no país, serão oferecidos em abril de 2021. Atualmente, 67% de toda a circulação aérea nacional já está sob administração da iniciativa privada.

Em Pelotas, o aeroporto possui pista de dois mil metros de comprimento. E, embora hoje o local possua liberação para receber voos internacionais de passageiros e também comerciais, para comportar aeronaves de grande porte, precisaria necessariamente passar por melhorias estruturais.

Saiba mais

Bloco Sul
9 aeroportos - Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri (Paraná); Joinville e Navegantes (Santa Catarina); Pelotas, Uruguaiana e Bagé (Rio Grande do Sul).
Valor mínimo de contribuição inicial: R$ 130.203.558,76.
Valor dos contratos com a receita estimada de toda a concessão: R$ 7,4 bilhões.

Bloco Central
6 aeroportos - Goiânia (Goiás); São Luís e Imperatriz (Maranhão); Teresina (Piauí); Palmas (Tocantins) e Petrolina (Pernambuco).
Valor mínimo de contribuição inicial: R$ 8.146.055,39.
Valor dos contratos com a receita estimada de toda a concessão: R$ 3,5 bilhões.

Bloco Norte
7 aeroportos - Manaus, Tefé e Tabatinga (Amazonas); Porto Velho (Rondônia); Rio Branco e Cruzeiro do Sul (Acre) e Boa Vista (Roraima).
Valor mínimo de contribuição inicial: R$ 47.865.091,02.
Valor dos contratos com a receita estimada de toda a concessão: R$ 3,6 bilhões.

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