Estilo Pet

Cresce em 29% o número de gatos nos lares gaúchos na pandemia

Grande parte dos tutores, no entanto, ainda não levou seu animal ao veterinário

Divulgação -

Com base em um levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), atualmente, a população pet está dividida em 55,1 milhões de cães e 24,7 milhões de gatos. O que se destaca é o crescimento da população de gatos - mais que o dobro do que a de cães, acumulando 8,1% de aumento contra 3,8% do crescimento canino nos últimos seis anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma nova pesquisa da Royal Canin, com tutores de gatos em todo território nacional, revelou um aumento de 30% no número de felinos nos lares brasileiros durante a pandemia do novo coronavírus, sendo que 16% são de tutores de primeira viagem. No Rio Grande do Sul, o aumento da adoção de gatos foi de 29% no mesmo período, muito próximo da média nacional - destes, 16,4% nunca tinham tido um gato antes. Ainda de acordo com a pesquisa nacional, 11,5% dos tutores que levaram um novo gato para casa nesta fase disseram que o principal motivo foi o sentimento de solidão e 9,1% por considerarem a fase propícia para se adaptarem ao novo pet. No território gaúcho estes números são de 14,7% e 17,6%, respectivamente.

No entanto, alguns dados são muito alarmantes: 43% dos tutores que trouxeram um novo gato para seu lar durante a pandemia não levaram os animais ao veterinário nenhuma vez; no cenário gaúcho este número sobe para 40,9%. Além disso, 29% dos que já possuíam um felino antes da pandemia relataram que diminuíram muito a frequência das consultas devido ao atual momento, enquanto no Rio Grande do Sul este número é de 20,8% .

“Sentimos que precisávamos continuar falando sobre este tema com a população e a pesquisa veio reforçar essa necessidade. Ano passado nós já havíamos identificado que 42% dos tutores adiam a visita ao veterinário, impactando diretamente na saúde e no bem-estar do animal, e, agora com a pandemia, observamos que a chance da saúde dos felinos ser ainda mais negligenciada se tornou maior”, ressalta Gláucia Gigli, diretora de Marketing da Royal Canin.

Os dados também mostraram que a nova rotina nos lares afetou emocionalmente os bichanos: 36% dos entrevistados disseram que seu gato ficou mais estressado depois que passaram a ficar em casa o tempo todo ou a maior parte do dia. Outro dado preocupante está relacionado à obesidade: 26% dos respondentes que perceberam seus gatos mais estressados informaram que eles passaram a comer mais que o normal.

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