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Diálogo pela inclusão

Live “Rompendo Preconceitos” debate nesta quarta-feira, às 18h30min, sobre o espaço das pessoas com deficiência

Reprodução -

A 1ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência promove nesta quarta-feira (26) a live Rompendo Preconceitos. Idealizada em parceria com a Associação de Pais de Down de Pelotas (Apad-Pel) e com o Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura, a transmissão irá discutir espaços de diálogos com deficientes e dar visibilidade as suas pautas. A live, que acontece no canal do YouTube da Apad-Pel, ainda busca apontar atos de preconceitos que estas pessoas sofrem em seu cotidiano, mas também nas próprias redes sociais.

Na live, estarão presentes quatro integrantes. O idealizador da ONG Anjos e Querubins, Ben-Hur Flores, e os estudantes Alexandre Henzel, Luiza Rangel e Bruna Prates, todos com uma deficiência diferente e todos membros da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Entre as temáticas que permeiam a quebra de preconceitos direcionados a pessoas com deficiência, está a luta por espaços de diálogo. A interação entre eles visará ampliar o horizonte da inclusão social e propor estas reflexões ao público. “A inclusão, acima de tudo, é um processo de relação. Estabelecer relação, diálogo, troca. É um processo que muda constantemente e que nos acompanha por toda a vida. Não é fácil, a gente precisa romper com muitas coisas, mas precisa ser encarado de frente por toda a sociedade”, afirmou Bruna, estudante do curso de Direito da UFPel.

Na busca por espaços que possibilitem esta inclusão, Bruna ainda afirma que a luta por uma sociedade inclusiva é um dever de todos, não apenas daqueles que são portadores de deficiência. “É preciso que as pessoas entendam que a quebra dessa barreira não diz respeito somente aos deficientes e seus familiares, mas à sociedade como um todo. Precisamos que as pessoas com deficiência não apenas ocupem estes espaços, mas também que permaneçam e cresçam neles”, explicou. Ela ainda pontua que, para que a sociedade desenvolva esta consciência, é necessário o diálogo para que, após esta interação, a comunidade se entenda como um potencial agente inclusivo.

Outra questão que engloba o preconceito é a banalização de termos que utilizam as deficiências como uma forma de ofensa. O estudante de Pedagogia, Alexandre Henzel, destaca que as redes sociais, ao mesmo tempo que servem para dar visibilidade à causa, também acabam sendo uma plataforma de mensagens ofensivas, que utilizam as deficiências em tom negativo. “As pessoas precisam ter mais cuidado na internet, não podem usar uma deficiência de forma pejorativa, como ofensa. A gente nunca sabe quem está do outro lado da tela. Nas redes, as pessoas usam termos como ‘retardado’, ‘autista’ de uma forma ruim, como algo negativo. Isso não pode acontecer”, destacou Henzel.

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