Novela
Dragagem no Porto do Rio Grande deverá ser escalonada
Plano apresentado pela superintendência ao Ibama prevê dragagem de 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos em um primeiro momento
A novela envolvendo a dragagem do Superporto do Rio Grande (SUPRG) ganhou mais um capítulo nesta semana. Um novo plano de retirada dos sedimentos foi apresentado pelo diretor-superintendente Janir Branco ao Ibama, em Brasília, em reunião na tarde da última terça-feira.
O plano inicial havia sido rejeitado em setembro do ano passado, quando novas exigências foram feitas pelo órgão ambiental. A dragagem de 18,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos já contava inclusive com um consórcio contratado para executar o projeto, mas a avaliação técnica do Ibama fez tudo ser adiado.
Agora, após pesquisa em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), um novo plano, prevendo uma dragagem escalonada, foi apresentado. Ele prevê uma retirada de 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Por meio de nota, a Superintendência afirmou ter protocolado o projeto a partir dos principais pontos solicitados pelo Ibama através de um parecer, buscando compreender todas as exigências. Na nota, o SUPRG afirma ter calculado os dados para permitir uma manutenção mínima e emergencial do calado oficial e das taxas legais de segurança, priorizando eliminar os principais gargalos que estão prejudicando a saída das embarcações.
Em conversa com o Diário Popular, Janir Branco explicou que hoje a profundidade do canal ainda está nos 12,8 metros, mas, em alguns momentos, a maré interfere e acaba causando problemas, principalmente para navios maiores. Se aceito pelo Ibama, o plano garantirá as condições mínimas para o escoamento pelo porto ser mantido sem problemas.
A resposta do Ibama, no entanto não tem prazo para chegar. Segundo Janir Branco, a proposta passará por vários analistas até ser liberada ou não. "Pode levar 15, 30, 40 dias… Mas eles sabem que a situação é dramática", aponta, destacando a necessidade de agilizar o processo.
O contrato no valor de R$ 368 milhões, obtido através do Plano Nacional de Dragagem, será mantido, segundo Branco. Os 15,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos restantes ainda serão retirados, mas em um outro momento. "Retirando o de agora já mantém as cotas operacionais. O restante serve para melhorar", explica o superintendente.
Preocupação nos terminais
"Os terminais estão apreensivos quanto a isso." A frase é do presidente da Câmara do Comércio de Rio Grande, Antônio Carlos Bacchieri. Ele também é gerente operacional de um dos quatro terminais de embarque e desembarque para a exportação de soja, o Terminal Bianchini.
Bacchieri destacou a necessidade de urgência na execução do plano, devido à proximidade da safra de soja. "Não podemos depender da maré para escoar", destaca, lembrando que, em caso de parada dos navios, gera-se um efeito dominó, parando também silos, caminhões e gerando impactos até mesmo no campo.
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