Obra
Droga Raia rescinde contrato com proprietários da casa Kraft
Empresa havia solicitado a revisão do projeto para que fosse preservada a arquitetura e investidores não atenderam ao pedido
Carlos Queiroz -
O processo de demolição da casa Kraft, situada na rua Antônio dos Anjos, na esquina com a rua General Osório, segue trazendo desdobramentos. Depois da liminar que determinou a interrupção da demolição por um prazo de 30 dias, a Droga Raia se manifestou e confirmou que solicitaria aos proprietários do imóvel a revisão do projeto, em prol da preservação do patrimônio. Segundo a empresa, o pedido não foi atendido e ela então decidiu rescindir o contrato com os investidores locais.
O comunicado oficial aconteceu na manhã desta sexta-feira. Através de nota, a Droga Raia esclareceu que, antes do início da destruição da casa e da liminar, que suspendeu o alvará de demolição, já havia solicitado aos proprietários da casa Kraft que interrompessem as obras. Após as mobilizações dos últimos dias, além da interrupção que já havia sido solicitada, a empresa também pediu aos investidores que revisassem o projeto, de forma que fosse preservado o patrimônio. Entretanto, diante da negativa em fazer esta reavaliação, a empresa optou por rescindir o contrato de locação em definitivo, conforme já havia manifestado em outro comunicado, divulgado na última quinta-feira. Desta forma, a Droga Raia irá buscar outro local na cidade para instalar sua nova loja.
Relembre
A liminar expedida na quinta proibiu a demolição durante um prazo de 30 dias, com uma multa estabelecida no valor de R$ 2 mil por dia em caso de descumprimento. A Promotoria de Justiça entrou com uma ação no final da tarde de terça e o Tribunal deferiu a liminar na quarta-feira pela manhã. Houve uma mobilização por parte dos arquitetos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e também de outros membros da comunidade pelotense para a preservação do patrimônio, com inúmeras manifestações nas redes sociais e um documento que reuniu mais de cinco mil assinaturas, apoiando a manutenção da estrutura. O grupo foi o responsável por apresentar os laudos ao MP.
A casa Kraft não consta no inventário da cidade e não é tombada. Esta ausência gerou revolta na comunidade, que passou a lutar pela sua preservação. As principais alegações é de que seria possível construir uma farmácia no local sem necessariamente demolir a estrutura e também que a casa agrega na qualidade urbanística da cidade. A prefeitura também afirmou ter tentado junto aos investidores a alteração do projeto de demolição da estrutura. O Diário Popular também tentou contato com os proprietários do imóvel, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.
Carregando matéria
Conteúdo exclusivo!
Somente assinantes podem visualizar este conteúdo
clique aqui para verificar os planos disponíveis
Já sou assinante
Deixe seu comentário