Estilo Pet
Eles também precisam de vacina
Calendário em dia previne diversas doenças consideradas perigosas a cães e gatos
O cuidado com os pets inclui diversos fatores, entre eles a vacinação de cães e gatos. O processo é muito importante, visto que alguns males podem acometer não somente os animais, mas também os humanos. A aplicação correta evita surtos de doenças virais e, não menos importante, mantém os bichinhos saudáveis e felizes.
A vacinação tem dois objetivos: proteção contra doenças infecciosas e prevenção contra agentes que podem desequilibrar a saúde dos pets. Cães e gatos devem tomar as vacinas desde os primeiros meses de vida ou, em caso de resgate ou adoção, seguir as indicações de um veterinário. O cuidado não se restringe a filhotes, já que com os anos a imunidade vai diminuindo, por isso é importante reforço anual.
Para os cachorros, a veterinária Cristiane Budziareck destaca que as vacinas múltiplas (V8 ou V10), correspondem à primeira proteção. Diferentemente de outras vacinas, a polivalente é feita com três a quatro doses, sendo a primeira quando o cão tiver entre seis a oito semanas de vida. A segunda deve acontecer após intervalo 45 dias da primeira dose. Posteriormente, um intervalo de 21 a 30 dias deve ser respeitado. Após o encerramento, pode-se fazer a vacina antirrábica, com dose única após a 12ª semana de vida. Vale ressaltar que é necessário repetir a imunização todo ano.
Nos gatos, a primeira imunização deve acontecer a partir das nove semanas de idade com a chamada vacina múltipla, que abrange várias enfermidades. Já a segunda dose deve ser administrada com 12 semanas de vida. Finalizando o calendário vacinal, deve haver a imunização auxiliar na prevenção do vírus da raiva, também com renovação anual.
Doses sempre em dia
Segundo Cristiane, as formas de contaminação das doenças mais comuns e perigosas se dão a partir do contato com secreções, principalmente saliva, com atenção especial a animais que se alimentam ou bebem no mesmo prato e dormem juntos. “Essas doenças todas são virais, podem afetar os cães em qualquer faixa etária e podem ser evitadas com vacinação”, afirma.
A adoção de um bichinho requer investimento em cuidados. O custo das vacinas varia devido a alguns fatores: se é importada ou nacional e, em caso de dose importada, se esta abrange oito ou dez doenças. Conforme a veterinária, a polivalente custa de R$ 70,00 a R$ 100,00 para cães ou para gatos. Já a antirrábica vai de R$ 70,00 a R$ 80,00.
A diferença entre a chamada vacina importada e a nacional é devido à quantidade de anticorpos produzidos. As de laboratórios nacionais não produzem o suficientes para imunização de cães e gatos. Por isso, grande parte dos veterinários optam pelas importadas.
Atualmente as vacinas não estão disponíveis gratuitamente em Pelotas, apenas em clínicas privadas.
Doenças para se preocupar
NOS CÃES
- Hepatite Infecciosa: Bastante contagiosa, ataca o fígado dos cachorros. O sistema imunológico tem bastante influência nessa doença. Causa sintomas como dor abdominal, diarreia, vômitos e febre, é comum causar a morte, dependendo da idade.
- Cinomose: Altamente contagiosa, ataca todos os sistemas do organismo e é facilmente identificada quando atinge o sistema nervoso. Entre os principais sintomas está o que as pessoas costumam chamar de “tic”, quando o animal repete o mesmo movimento, como bater alguma perna ou repuxar determinado músculo da cabeça. As sequelas, nos piores casos, são cegueira, convulsões e perda da locomoção, além da alta taxa de mortalidade.
- Leptospirose: Atinge fígado e rins. No fígado, pode-se perceber a mucosa bucal e olhos. Quando a icterícia chega em ponto grave é percebida a pele amarelada. Outros sintomas são vômitos, pronação, febre alta, inapetência, urina escura e úlcera nas bocas.
- Influenza: Podem causar traqueobronquite infecciosa, conhecida como tosse dos canis. Os principais sinais clínicos são a tosse - que pode parecer engasgo -, descarga nasal - secreção purulenta, semelhante pus saindo do nariz - , febre, espirros, falta de apetite, apatia e secreção ocular.
- Parvovirose: Altamente contagiosa. Principal sintoma é a diarreia acompanhada de sangue. Pode apresentar também vômitos, perda de peso repentina, mucosas pálidas e febre. Raramente cães adultos apresentam sintomas, sendo observados em cães com menos de 6 meses de idade. Casos mais graves geralmente ocorrem em animais com menos de 12 semanas por terem imunidade baixa ou por não terem recebido todas as vacinas.
NOS GATOS
- Rinotraqueite: Chamada de gripe felina, tem sintomas semelhantes ao resfriado em humanos: espirros, secreção nasal, conjuntivite e febre. Dependendo da gravidade, pode causar morte.
- Calicivirose: Atinge diretamente o complexo respiratório, uma das mais graves. Também pode causar dificuldades de locomoção e lesões na cavidade oral, principalmente língua e céu na boca.
- Panleucopenia: Afeta o trato digestivo, respiratório e até a medula óssea, além de provocar diarreias e vômitos. Leva o animal à desidratação. O gato também pode apresentar quadro depressivo, febre, falta de apetite e sensibilidade na região abdominal.
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