Agronegócio
Frio e geada prejudicam a safra do pêssego
Levantamento está sendo feito, mas estimativas preliminares já apontam para 30% de prejuízos
Divulgação -
O frio intenso e as geadas da semana passada acabaram prejudicando os pomares de pêssego da região. A Emater ainda está realizando um levantamento para apurar os perdas, mas a certeza é que a safra não alcançará a expectativa dos 50 milhões de quilos. Agora, a torcida é para que as temperaturas se mantenham amenas e a cultura não sofra ainda mais.
Conforme explica o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater, Evair Ehlert, a maioria das frutas já está na fase de endurecimento do caroço, uma etapa delicada que acaba não resistindo a baixas temperaturas. A fase anterior, a de plena floração, aguenta até -4ºC. Por isso, os frios de junho e julho não foram prejudiciais, mas até benéficos. “Em função da ótima floração esperávamos uma boa colheita”, disse.
Mesmo que ainda cedo para avaliar, Ehlert estima que os danos possam se aproximar dos 30%. Pelotas é a cidade destaque da região, pois possui mais de 50% das 5,3 mil hectares de pomares, divididos entre os 1.152 produtores de Pelotas, Morro Redondo e Capão do Leão. A colheita do pêssego deverá iniciar no final de outubro, estendendo-se até a segunda quinzena de janeiro, com ápice em novembro e dezembro.
O presidente da Associação do Produtores de Pêssegos da Região de Pelotas (APPRP), Mauro Scheunemann, conta que os produtores mais afetados são aqueles que possuem os pomares em lugares mais baixos, ou seja, perto de arroios e riachos, por exemplo. O grupo também afirma que ainda é cedo para contabilizar a porcentagem das perdas, pois segundo o presidente o produtor ainda precisa de alguns dias para certificar qual fruto não resistiu. “O que a gente sabe é que a maioria dos atingidos foram os da fase de frutificação”, completou.
A expectativa dos mais de mil trabalhadores era de uma safra farta. As informações que a APPRP tinha era que as indústrias estavam com baixos estoques, ou seja, haveria mercado para comercializar as toneladas. O desejo de Scheunemann e de todos que dependem desta colheita é que a geada e o frio intenso não apareçam mais. “É o jeito para conseguirmos ter sucesso na cultura” apontou.
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