Acolhimento
Gatil Municipal está em atividade no município
Ao avistar um gato com feridas expostas, a população deve informar o CCZ
Divulgação -
O Gatil Municipal já está em funcionamento em Pelotas. O espaço, anexo ao Canil Municipal, acolhe, inicialmente, gatos com doenças transmissíveis para humanos. O ambiente, com 26 metros quadrados e capacidade para atender até sete felinos, conta com duas baias coletivas. No momento, o espaço recebe animais com esporotricose, doença infecciosa que atinge principalmente gatos.
Os animais são recolhidos nas ruas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SMS), e transferidos para tratamento no local. Ao avistar um gato com feridas expostas, a população deve informar o CCZ e solicitar o atendimento desses animais pelo (53) 3284-7731. Após o tratamento, eles ficam disponíveis para adoção. Interessados em adotar, devem ligar para o (53) 3271-0006 e agendar uma visita, de segunda a sábado. Em obras desde dezembro de 2019, o local está pronto e realizou o atendimento do primeiro gato resgatado, Amadeu, para tratamento da esporotricose, na última semana. Quando recuperado, ele estará disponível para adoção.
O espaço recebeu um investimento de mais de R$ 57 mil, com recursos municipais. Após receber os dados do programa de controle populacional, ainda sem data prevista, também serão feitas no Gatil castrações em gatos de ruas. A chefe do departamento de Vigilância Ambiental em Saúde, e coordenadora do programa de vigilância e controle da esporotricose, Isabel Madrid, explica a importância do espaço para a cidade. "Especificamente, a nossa prioridade no início é tratar os gatos de rua com esporotricose. Existe um programa de vigilância da doença em Pelotas, nós temos conhecimento que existem muitos animais doentes na cidade", destaca.
Desde 2013, existe o programa de Vigilância e Controle de Zoonoses Emergentes em Pelotas, com a esporotricose como tema principal. Dados de pesquisas realizadas no Rio Grande do Sul mostram um aumento do número de casos da doença em animais, especialmente felinos, desde os anos 2000. Em 2015, foram 97 casos confirmados da doença em animais na cidade e 21 em humanos.
Esporotricose
A esporotricose é uma doença infecciosa provocada pelo fungo Sporothrix schenckii. O fungo está presente na madeira, no solo e nas plantas. A infecção ocorre quando esse micro-organismo entra no corpo através de feridas abertas na pele e causa caroços avermelhados ou feridas pequenas parecidas com uma picada de mosquito. A doença pode ser transmitida por arranhões ou mordidas dos animais, em especial os que vivem na rua. Mofo, musgo e feno também podem ser fontes de transmissão.
A doença é tratável, tanto em animais, quanto em humanos, e existem algumas maneiras simples de prevenção, como usar luvas ao manusear terra, madeira ou plantas, não permitir o acesso de gatos a ambientes externos, isolar e tratar animais infectados e, caso desconfie que um gato está contaminado, levar o animal ao veterinário.
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