Saúde
Hospice da UFPel será finalizado
Local já tem 80% concluído; obras devem recomeçar em janeiro e concluídas em agosto de 2021
Carlos Queiroz -
Depois de três anos com as obras paradas, o Hospice da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ganhará vida. O contrato foi assinado pela Universidade e pela empresa que venceu a licitação. A verba que faltava foi obtida por uma emenda parlamentar através da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL). As obras devem retornar em janeiro de 2021 e a expectativa é que sejam concluídas até agosto do mesmo ano. O novo espaço será integrado à Unidade Cuidativa, na antiga Laneira.
O início da construção aconteceu em 2014. Porém, em 2017 o contrato com a empresa responsável foi rompido. Em 2019, a Unidade Cuidativa da UFPel foi beneficiada com o valor de R$ 1,8 milhão para finalizar o projeto. A coordenadora da Unidade, Julieta Fripp, explica que um hospice se trata de uma estrutura exclusiva de cuidados paliativos, com espaços de internação para pacientes que apresentam situações clínicas complexas e que necessitam melhor e mais intensivo controle de sintomas por equipe multiprofissional. “Tudo isso a fim de aliviar sofrimento de ordem física, emocional, social e espiritual”, completa.
Sobre a estrutura do local, ela fala que cerca de 80% da obra já está concluída e todo espaço conta com uma área de 1.600 m². Será um serviço com abrangência regional e público.
Além disso, contará com cerca de 20 leitos, sala de procedimentos e equipe multiprofissional. “Será de vital importância dentro do contexto de rede, inclusive para desafogar serviços de urgências”, diz. Segundo ela, o principal benefício será “cuidar e dar dignidade para pessoas que apresentam doenças que ameaçam a vida, inclusive em situações de terminalidade”.
Para que serve um hospice?
Hospices são estruturas comuns em países desenvolvidos e ainda escassas em subdesenvolvidos, como no Brasil, principalmente em serviços públicos. “Com o nosso hospice seremos modelo para toda América Latina. Hoje, já somos através da Cuidativa, mas agora teremos um contexto de rede integrada de cuidados paliativos”, contextualiza Julieta, orgulhosa. Além do mais, o novo local será o primeiro centro regional de cuidados paliativos dentro de um ambiente universitário. “Será referência de atendimento e de ensino para o mundo”. O serviço é diferente de um hospital, pois a filosofia de um hospice envolve o desengessamento das tradicionais estratégias de cuidado. “Ele visa humanizar e garantir que essas pessoas se sintam como se tivessem em casa, pois será um ambiente com seus pertences, com tudo para que se sintam confortáveis”, exemplificou a coordenadora.
A vista dos familiares é livre nesses espaços, que também pregam pela estratégia de circular em ambientes externos, de acordo com o desejo do paciente. “Esse pode ser o último capítulo da vida dessas pessoas. Por isso, precisamos trabalhar para garantir que esse paciente não sofra na finitude da vida”. O mobiliário do local já foi adquirido e está guardado. Durante o período de obra, Julieta frisou que a coordenação da Unidade Cuidativa irá movimentar a captação de recursos para habilitar os novos leitos via gestão municipal de saúde
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