Repúdio

IFSul divulga nota de repúdio sobre manifestação machista em rede social

Assinam o documento o reitor Flávio Nunes e as diretoras e os diretores da instituição

Jô Folha -

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) se manifestou publicamente a respeito de uma manifestação considerada misógina e machista referente ao processo eleitoral da instituição. Não foi o primeiro episódio de manifestações neste sentido a respeito do pleito no Instituto. Há pouco tempo, ocorreram eleições para a reitoria e diretoria dos campi. Flávio Nunes foi reeleito como reitor do IFSul e, em Pelotas, Marcos Betemps foi eleito ser o diretor do Centro Acadêmico Visconde da Graça (CaVG) e Carlos Corrêa foi o escolhido para a direção do Campus Pelotas.

A nota é assinada pelo reitor Flávio Nunes e por todos os diretores de campus. Confira a íntegra na nota abaixo:

"O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense, instituição de ensino pública e de relevante reconhecimento social, vem a público manifestar sua indignação e repúdio em relação a discurso misógino e machista, entendendo ser um ato de grande retrocesso à educação inclusiva, plural e diversa.

Na data de 26 de abril de 2021, foi publicado, em rede social, um comentário a respeito do resultado do pleito eleitoral para direção de um dos câmpus do IFSul, feito de forma isolada por um servidor do Instituto, contendo insultos de teor misógino, achincalhando não só uma das candidatas, mas todas as mulheres servidoras desta instituição. O discurso machista utilizado tende a reduzir mulheres a posições hierárquicas menores, relegar seu papel de subserviência aos homens e negar seu espaço de direito em todas as esferas da instituição. Atitudes como essa reiteram que precisamos agir coletivamente no enfrentamento à violência de gênero dentro do IFSul.

Nesse sentido, informamos que o Departamento de Educação Inclusiva da Pró-reitoria de Ensino, juntamente com o Grupo de Trabalho (GT) dos Núcleos de Gênero e Diversidade (NUGED), que traz representatividade de todos os câmpus do IFSul,  além de demonstrarem repúdio a qualquer ação e narrativa machista, já tinham como proposta de trabalho  a construção de uma política de prevenção e combate a todas as formas de assédio e violência do Instituto, que terá na perspectiva de gênero e diversidade, uma grande atenção. Prevê-se a elaboração de documento que sirva de marco normativo e que haja ações educativas que potencializem novos comportamentos, permeados pelo diálogo, respeito e democracia, a fim de mitigar violências de gênero como essa que observamos em nossa realidade.

Em relação ao fato, especificamente, estão sendo tomadas as providências cabíveis, ou seja, o encaminhamento para a Comissão de Ética.

Por último, registramos nossa solidariedade a todas as mulheres cis ou trans da instituição, sejam estudantes, servidoras e trabalhadoras terceirizadas, que são atravessadas por inúmeras e variadas formas de violência e desigualdade. Reiteramos nosso apoio e nossa luta por uma sociedade e uma instituição de educação que respeite e impulsione trajetórias educativas e profissionais de todas as mulheres."

 

 

 

 

 

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Mais de 400 profissionais da saúde recebem 1ª dose da vacina Anterior

Mais de 400 profissionais da saúde recebem 1ª dose da vacina

Para afastar o medo e a ansiedade Próximo

Para afastar o medo e a ansiedade

Deixe seu comentário