Descaso

Moradores aguardam há um ano por finalização de obra de esgoto

Valeta aberta apresenta focos de mosquito da dengue e é um risco para quem mora no local

Foto: Carlos Queiroz - DP - Daniel mostra a situação da valeta aberta em frente à sua casa

Por Vitória de Góes
vitoria.goes@diariopopular.com.br

Um esgoto a céu aberto tem causado transtorno e preocupação a moradores do bairro Fragata. No início da ligação da rua Saturnino Arruda com a Major Francisco Nunes de Souza, uma família aguarda há um ano a resolução do problema que foi causado após uma intervenção da Sersul, empresa de limpeza e prestação de serviços. A via foi aberta em 25 de maio de 2022 para a troca da tubulação de esgoto e, desde então, a obra se encontra abandonada.

Em frente à casa de Daniel de Farias se encontra uma mistura entre esgoto, matagal e uma quantidade espantosa de mosquitos. No início deste mês a Vigilância Ambiental esteve no local e encontrou focos de mosquito da dengue, deixando as famílias no entorno assustadas.

Ele conta que tudo começou quando um vizinho reclamou que durante as chuvas a água não estava escoando corretamente e acabava alagando em frente à residência. Então a Sersul foi acionada e constatou que parte da tubulação estava entupida com areia. Para resolver o problema, abriu a via, quebrou os canos e solicitou que os moradores comprassem um novo material para ser colocado.

"Eles (trabalhadores da Sersul) simplesmente deixaram tudo aberto, disseram que iam embora e só voltariam quando tivéssemos os canos, eu não tinha nem como sair de carro de casa, então no mesmo dia fui lá e dei um jeito de comprar", relata Daniel de Farias.

Ele e o vizinho se dividiram na compra dos canos, sendo que Farias teve um gasto inicial de R$ 600. No mesmo dia a empresa voltou ao local para iniciar a obra, mas ela até hoje não terminou. O morador conta que passou um dia fora para realizar um procedimento cirúrgico e quando voltou descobriu que não haviam seguido com o trabalho por falta do material.

Ele então comprou mais dez canos, somando com a compra anterior um gasto de R$ 1.050. A partir daí foram inúmeras ligações e idas presenciais até a Sersul para solicitar a finalização da obra. Nesse meio tempo, Daniel procurou inclusive alguns vereadores que pudessem agilizar a situação, conseguindo um memorando de pedido de providências, mas a devolutiva não foi positiva.

"Todos com quem falei explicaram que não tem como disponibilizar uma equipe no momento porque a prioridade da Secretaria de Serviços Urbanos no momento é o roçado", lamenta.

Além da valeta aberta trazer incômodo pelo cheiro e ser um risco para crianças e idosos que podem cair no local, também acaba gerando inúmeros mosquitos que entram nas residências da volta. Daniel de Farias reclama que a filha pequena tem alergia e sofre com as picadas, e a esposa, Fernanda Gomes, está doente e eles temem que seja dengue.

A reportagem procurou a Sersul, que por sua vez informou que a situação deveria ser tratada com a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), já que é apenas a empresa contratada pelos serviços e segue as demandas da pasta.

O secretário Fábio Suanes chegou a informar que faria uma visita técnica nesta quarta-feira para avaliar a situação e encaminhar a solução para o problema, mas não compareceu ao local.

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