Sufoco

Motorista faz trajeto Pel-POA em duas horas por transplante de rim

Para receber transplante, jovem contou com motorista da Saúde e PRF

Foto: Divulgação - Objetivo de chegar a Porto Alegre foi cumprido em apenas 2h

Duas horas. Esse era o tempo que Janaine da Silva Dutra, de 21 anos, tinha para chegar em Porto Alegre para receber um transplante de rim no último dia 15 de março. Natural de Santana da Boa Vista, ela estava em Pelotas fazendo hemodiálise quando a secretária da Saúde de sua cidade recebeu uma ligação dizendo que um órgão compatível estava disponível. A partir daí, o cronômetro começou a correr, e cada minuto era vital para garantir o sucesso do procedimento, e ela deveria dar entrada no hospital antes das 20h.

Depois de oito meses passando por hemodiálise e de tentativas frustradas de receber o transplante, Janaine continua hospitalizada em Porto Alegre, acompanhando o sucesso da operação. “Na hora que ligaram pra mãe eu entrei em desespero e comecei a chorar, porque achei que não ia dar tempo”, relata. “Ainda estou internada, mas estou me recuperando bem”, diz com a expectativa de não precisar mais voltar às hemodiálises. Após a correria, a mãe Janete Silva comemora que tudo deu certo. “Eu nem imaginei que ia ser tão ligeiro, mas foi tranquilo.”

Acontece que seria impossível para a secretária da Saúde de Santana da Boa Vista, Denize Figueiredo, enviar um carro da própria cidade a tempo de levar a paciente, então ela entrou em contato com a secretária de Pelotas, Roberta Paganini, que mobilizou a equipe para levar Janaine até a Santa Casa de Porto Alegre. “Foram momentos de muita angústia, de muita correria, a gente tenta pensar em todas as formas, e a vida de uma pessoa dependia de nós”, relata a secretária Denize. “Foi muito gratificante e emocionante ver tudo dando certo”.

O responsável por conduzir a jovem foi o motorista André Nogueira, que prontamente aceitou o desafio. Ele, que já estava a caminho de Porto Alegre quando foi acionado e não hesitou em retornar para embarcar a paciente. “No dia seguinte, quando recebi a notícia que deu tudo certo, fiquei bastante contente em conseguir fazer minha parte e ajudar”, relata. Coincidentemente, o transplante de Janaine foi no mesmo dia em que André comemorava seu aniversário. “Foi um belo presente de aniversário, pois me sinto muito bem podendo fazer minha parte nessas demandas”, diz o motorista.

Para conseguir realizar o trajeto de mais de 260 quilômetros em duas horas, André contou com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em especial dentro de Porto Alegre, que estava em horário de pico em um final de tarde, com trânsito intenso no acesso à cidade.

O chefe da Comunicação da PRF, Douglas Paveck, explica que a corporação organizou as delegacias de Pelotas, Eldorado do Sul e de Porto Alegre. “A gente se uniu para garantir que todo o percurso tivesse no mínimo uma viatura fazendo a escolta dela”, detalha, dizendo que o horário de grande movimentação costuma complicar o acesso à capital. “Ficamos felizes de poder ajudar e contribuir com o sucesso dela. É uma oportunidade que nós temos de fazer um bem”, comemora, dizendo que esse tipo de trabalho é frequente para a PRF.

Fila de espera tem 53 mil pessoas
Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), mais de 53 mil pessoas estão na fila de espera por transplante no País. A maioria, 29.690 pessoas, aguarda por um rim.

No caso dos rins, pessoas saudáveis podem doar o órgão ainda em vida após passar por avaliação médica que testará condição física e compatibilidade com a pessoa que irá receber. Já quem deseja ser doador de órgãos e tecidos após a morte, deve fundamentalmente avisar a família. Somente os familiares poderão autorizar a doação após a morte cerebral do doador.

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