Combustível
Nova gasolina é aguardada nas abastecedoras
A promessa é que o novo produto reduza em 6% o consumo, porém, os motoristas pagarão mais
Carlos Queiroz -
Desde a última segunda-feira (3) as novas especificações da gasolina são obrigatórias. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os novos fatores aprimoram a qualidade da gasolina e proporcionam maior eficiência energética. Isso promete melhorar a autonomia dos veículos pela diminuição do consumo e viabiliza a introdução de tecnologias de fatores mais eficientes, com menores níveis de consumo e emissões atmosféricas. Entretanto, ela demanda um custo maior de produção, então, ficará mais cara para o condutor.
A reportagem percorreu alguns postos de combustível da cidade, que têm o prazo de 90 dias para se adaptarem à nova resolução, e não encontrou a novidade, apenas expectativas. Em um estabelecimento central, na Barroso, o gerente Mateus Alalam acredita que no próximo pedido já receba o produto e as instruções de como funcionará dali para frente. “O que a gente sabe é que será um pouco mais cara, mas renderá mais”, disse, mas afirmando não ter informações dos valores. Na visão dele, a mudança vem para equilibrar os preços do mercado e beneficiar o consumidor.
Em outro local, que pertence a uma rede de postos, localizado na avenida Bento Gonçalves, a situação não é diferente. O gerente Vinicius Vasconcelos ainda não recebeu nenhuma informação das refinarias e reiterou que tem até início de novembro para começar a comercializar a nova gasolina. “Por aqui só expectativas”, completou, falando que os motoristas já indagam sobre a novidade, principalmente sobre os preços, “mas ainda não sabemos o que responder”, disse.
O que mudou?
A nova gasolina automotiva contempla, principalmente, três pontos. O primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, o que significa mais energia e menos consumo. Anteriormente, estimava-se que o combustível variava entre 700 kg/m3 e 740 kg/m3, sendo que a maior parte da gasolina importada figurava na faixa menor. O segundo é valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A, de 77ºC. Antes, não havia limite mínimo, apenas o máximo de 120ºC para a gasolina tipo A e 80ºC para a tipo C. Os parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.
O terceiro ponto é a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação de tal parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo. Anteriormente, as regras não estabeleciam valor mínimo de RON. Isso permitia a importação e produção de gasolinas mais leves. Agora, a gasolina comum terá que apresentar RON de 92 e em janeiro de 2022 de 93.
Massa específica
Como era?
Variava entre 700 kg/m3 e 740 kg/m3
Como será?
O valor mínimo será de 715 kg/m3
Temperatura de destilação
Como era?
Não havia limite mínimo
Como será?
Mínimo de 77ºC
Octanagem
Como era?
Não havia valor mínimo
Como será?
RON será de 92
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