Repasses
Novo auxílio emergencial começa a ser depositado
Primeiro dia de repasses teve pouca movimentação nas agências da Caixa em Pelotas
Divulgação -
A primeira parcela do auxílio emergencial 2021 começou a ser paga nesta terça-feira (6) aos nascidos em janeiro. Este ano o benefício conta com valor menor, além de novas restrições, afastando mais pessoas do benefício e negando a oportunidade de inscrição àqueles que tiveram sua solicitação também indeferida no ano passado. Serão quatro parcelas, de abril a julho, e os valores variam entre R$ 150,00 e R$ 375,00, dependendo do perfil do beneficiado.
Em Pelotas, o dia foi de poucas filas nas agências da Caixa, uma vez que os saques poderão ser realizados apenas no início do próximo mês, a partir do dia 4. Seguindo o formato do ano anterior, o dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem para pagamentos online ou compras virtuais. Só será possível receber o auxílio em espécie ou transferir para uma conta corrente de duas a quatro semanas após o depósito por parte do governo.
O pagamento aos beneficiários do programa Bolsa Família acontece de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o valor nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). O pagamento da primeira parcela será de 16 a 30 de abril. Entretanto, o auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.
Quem poderá receber
Pelas novas regras, serão beneficiados com o auxílio emergencial todos os trabalhadores informais inscritos no CadÚnico ou beneficiários do Bolsa Família que já recebiam o repasse de R$ 600,00 ou a extensão do auxílio de R$ 300,00 em dezembro de 2020. O suporte financeiro só será pago a famílias com renda total de até três salários mínimos por mês (R$ 3.300,00), desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo (R$ 550,00). Além disso, é permitido o pagamento de apenas uma cota por família.
Trabalhadores que recebem outros benefícios sociais não serão contemplados. É o caso de previdenciários, trabalhistas ou de transferência de renda, como seguro-desemprego, auxílio-doença ou Benefício de Prestação Continuada (BPC), à exceção do Bolsa Família e do abono salarial do PIS/Pasep.
Por não haver novas inscrições, a seleção será feita a partir dos beneficiários inscritos no programa original, através do Caixa Tem. Aqueles que não movimentaram os valores do auxílio depositados na conta poupança digital ou na conta de depósito do Bolsa Família ao longo de 2020 também não receberão o aporte.
Valores
Serão quatro parcelas com valores específicos conforme o perfil do beneficiário. O valor médio é de R$ 250,00, mas pode variar de R$ 150,00 a R$ 375,00 a depender da composição de cada família. Pessoas que moram sozinhas têm direito a R$ 150,00; famílias receberão R$ 250,00; e famílias dirigidas por uma mulher, irão receber R$ 375,00.
A consulta para verificar a possibilidade de receber a nova rodada do auxílio emergencial pode ser feita no site consultaauxilio.cidadania.gov.br/consulta. Para visualizar a situação é preciso informar dados pessoais como nome completo, data de nascimento, CPF e nome da mãe. A verificação também pode ser feita no site auxilio.caixa.gov.br e no telefone 111, da Caixa Econômica Federal.
Auxílio emergencial gaúcho
O governo do Estado também propôs um auxílio emergencial. Protocolado na última quarta-feira (31) na Assembleia Legislativa, o projeto pretende amparar empreendedores e famílias não atendidas pelo benefício federal. O objetivo é garantir até R$ 100 milhões para repasse a trabalhadores que perderam o emprego e a empresas dos setores de alimentação e alojamento, além de a mulheres chefes de família em situação de extrema pobreza. Segundo a proposta, os repasses serão feitos em duas parcelas: de R$ 1 mil cada para empresas do Simples e de R$ 400,00 cada para microempreendedores individuais, desempregados e mulheres chefes de família.
O objetivo, segundo o Executivo é atender até 96,4 mil beneficiários diretos, sendo 19 mil empresas gaúchas do Simples Nacional, 51,7 mil microempreendedores individuais (MEIs), 17,5 mil pessoas desempregadas e 8,2 mil famílias em situação de vulnerabilidade. O tema estava na pauta da sessão de ontem da Assembleia, porém não havia sido colocado em votação pelo plenário até o fechamento desta edição.
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