Adaptação
O inverno está chegando
No período mais frio do ano os pets precisam de mais proteção
Divulgação -
O inverno começa oficialmente no Brasil no dia 21 de junho. Mas a troca de estação, algo tão natural, está cada vez mais periodicamente abrangente. No mês que antecede a próxima, geralmente já é possível sentir uma amostra do que vem pela frente. E foi assim nos últimos dias na Região Sul. A semana que passou foi a mais fria do ano até agora e a tendência, com junho batendo à porta, não é de nenhum aumento contundente ou constante nas temperaturas. Sendo assim, quase já passou da hora de tirar os casacos e as cobertas do armário para se proteger do frio. Com os animais não é diferente. Nesta época do ano, o melhor mesmo é protegê-los com um ambiente climatizado e muito conforto.
Cães e gatos têm habilidades fantásticas de se adaptarem às condições adversas, o que os têm mantido fortes e saudáveis por muitos e muitos anos, em diversos climas e culturas pelo planeta. Mas não se pode dar mole. É preciso cuidar do seu amigo para que ele possa passar ileso, ou ao menos saudável, pelas alterações climáticas.
Nem todos demonstram, ou os tutores não percebem, mas os bichinhos sentem, sim, o frio. Os animais devem ter seu cantinho no inverno, de preferência onde estejam protegidos do ar gelado e com cobertores para aquecê-los. O ideal é acostumar cães e gatos, desde filhotes, com cobertas e roupinhas, pois assim eles vão permitir que os humanos os acolham nos momentos gelados ao longo da vida. Vale ressaltar que alguns são mais sensíveis à lã. Neste caso, recomenda-se trajes com tecidos de algodão.
Animais de pêlo longo devem ser escovados diariamente, pois a roupa pode causar o embolamento dos pêlos e lesões de pele e prurido. Os gatos geralmente não se adaptam bem com roupinhas, podendo haver exceções.
Alerta às doenças típicas da estação
No caso dos cães, existem algumas doenças comuns e recorrentes no inverno. Uma delas é a traqueobronquite infecciosa, a conhecida “tosse dos canis”. É uma doença de origem viral que pode ser contraída após contato com animais doentes ou em agrupamentos de cães. A baixa nutrição e a imunidade também contribuem para o aumento do índice de infecções. O tratamento é realizado com medicamentos e isolamento, indicados após avaliação de um médico veterinário. A prevenção ou profilaxia pode ser realizada através de vacina aplicada exclusivamente pelo profissional.
Os gatos, mesmo com sua pose de resistentes, também podem passar por situações complicadas. A rinotraqueíte viral felina, por exemplo, é responsável por cerca de 45% das infecções respiratórias nesses animais, segundo estudo realizado na Universidade de Cruz Alta. A doença tem sintomas semelhantes aos da gripe humana e raramente é fatal. Além disso, o próprio sistema imunológico do gato oferece a cura, mas é sempre bom ficar atento a situações de estresse, como mudanças de casa ou cirurgias, porque a rinotraqueíte pode se manifestar novamente.
Também é preciso estar atento aos banhos. A rotina pode ser mantida com alguns cuidados: temperatura da água, secagem e exposição do animal ao frio após o processo. A alimentação também segue sua rotina, sem excessos de ração e com água sempre à disposição.
E sabe aquele amigão, canino ou felino, que mora na rua? Ele está muitas vezes totalmente exposto às decisões de São Pedro. Sol, chuva, sol entre nuvens, granizo, temporal... os bichinhos de rua passam por tudo isso - e sem receber os cuidados necessários. Por isso, se possível, ofereça algum conforto também a eles. O carinho da retribuição é garantido, e é o melhor pagamento possível.
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