Expectativa

Oito anos depois e 92,4 quilômetros duplicados

Aguardados pela Metade Sul, os outros 118,6 quilômetros da BR-116 devem ser concluídos até 2021

Jô Folha -

Nesta quinta-feira (20) completa oito anos desde a assinatura do início da duplicação da BR-116. Uma demanda necessária para a Metade Sul e que atualmente conta com 92,4 quilômetros duplicados e entregues à população. Em meio a todas as adversidades causadas pela pandemia do coronavírus e a crise econômica, a expectativa é de que mais trechos sejam liberados em breve e que a obra seja concluída até o final do ano que vem. Ainda faltam 118,6 quilômetros serem entregues.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) trabalha para liberar mais um trecho nos próximos meses na região de Pelotas. A extensão e a data dependem das condições climáticas para a sua conclusão. Já foram entregues 68,7% dos lotes 01 e 02, localizados entre Guaíba e Barra do Ribeiro. Ainda este ano, mais 15 quilômetros devem ser entregues, o que deixaria a BR-116 com 115 quilômetros já liberados à população. “É uma construção coletiva, é uma pauta pluripartidária, que já resultou em mais de 90 quilômetros entregues para a população. É um fato a ser celebrado, mas ainda temos muito a ser feito. Há um compromisso do governo de liberar mais um trecho ainda este ano, em uma projeção estimada em 15 quilômetros. Podem fatores que podem atrasar esta obra, mas seguimos mobilizados para cumprir os prazos e concluir a obra até o ano que vem”, afirma o deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB).

Também já foram entregues 86,53% do lote 03, compreendido entre os quilômetros 351 e 373, situados entre Sentinela do Sul e Tapes, e 91,35% do lote 04, localizado entre os quilômetros 373 e 397, entre os municípios de Sentinela do Sul, Tapes e Camaquã. Está em análise a licitação para definir qual empresa assumirá a continuidade dos serviço destas obras. “É uma obra que traz segurança para quem trafega, um fator que torna a região mais atrativa e segura. O Governo Federal se comprometeu em fazer novas licitações e buscar dar mais agilidade para que isso ocorra sem paralisar as obras. O nosso objetivo é este: obra entregue”, conta o deputado.

Os reflexos dos trechos entregues aos cidadãos já são perceptíveis no trabalho da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A corporação realiza ações de recolhimento de veículos, das penalidades para motoristas que estejam sem a carteira de habilitação ou com o carro não-licenciado. Estas mobilizações foram facilitadas com a duplicação da via. Os resultados no número de mortes são expressivos. Em 2018 foram confirmadas 51 mortes, índice que caiu para 30 no ano passado. Para este ano, a projeção é que seja registrado um número ainda menor nas estradas da Zona Sul.

“A diminuição no número de óbitos é o resultado mais significativo. É uma forma de consolidar a segurança trazida pela duplicação. Estamos conseguindo utilizar as equipes de trabalho de forma otimizada, prevenindo acidentes. Isto é resultado das nossas medidas de prevenção, associadas com a melhor qualidade viária. É um contexto que gere mais segurança”, destaca o chefe da delegacia regional da PRF, Fabiano Goia.

A duplicação apresenta alternativa para o melhor desenvolvimento da Zona Sul. Trata-se de obra com grande importância no sentido econômico. Um estudo feito pelo Escritório de Desenvolvimento Regional da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) aponta que cada ano de atraso na entrega da duplicação equivale a R$ 700 milhões em perdas econômicas. 

Iniciada em 2012, a obra foi pensada com conclusão para 2015, conforme anunciou na época o Governo Federal. Porém, a crise financeira e política no país resultou em atrasos nos repasses e, consequentemente, na execução do projeto.

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