Covid-19

Os bastidores da vacinação em Pelotas

Atendimento envolve trabalho de diversas equipes antes, durante e depois da imunização

Mais do que aplicação das doses, o processo de imunização contra o coronavírus em Pelotas envolve uma série de ações de planejamento da prefeitura com secretarias, servidores e colaboradores.

Um exemplo é o drive-thru no Centro de Eventos cedido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Embora inicie às 9h,  a preparação começa quatro horas antes com a chegada dos agentes de trânsito. Além de organizar o fluxo das filas de carros durante a vacinação, cabe a eles a abertura dos portões, organização do estacionamento e o primeiro atendimento aos motoristas que chegam, informando o grupo vacinado no dia.

A organização conta ainda com a Guarda Municipal e Brigada Militar no suporte à segurança. Já os membros do 9º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército auxiliam nas aplicações e coleta de informações prévias à vacinação.

Na limpeza tanto do drive-thru quanto dos demais locais nos bairros, servidores são direcionados junto com os vacinadores e voluntários responsáveis por aplicar as doses, que são transportados aos pontos de imunização em um ônibus da Secretaria de Educação e Desporto (Smed).

Nos intervalos da imunização, quando não há aplicação acontecendo, o trabalho é das Secretarias de Obras e Pavimentação (Smop), que faz manutenção do estacionamento e roçado do terreno do drive-thru, e de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), com a limpeza dos pavilhões.

Armazenamento das doses
Antes da vacina chegar ao braço, cabe à Secretaria de Saúde (SMS) o armazenamento, separação, organização e inserção de lotes no sistema. Só depois disso, com a conferência do somatório de doses e pessoas em cada grupo, é feita a distribuição e a aplicação. Todo material utilizado é separado com antecedência de, no mínimo, dois dias. Entre eles estão EPIs, documentos, pranchetas, canetas, equipamento de higienização, álcool e onde descartar seringas, por exemplo.

Segundo a secretária de Saúde, Roberta Paganini, no caso da imunização de contingentes prioritários, grupos com membros de cada setor são formados para dar representatividade e auxiliar nas estratégias a serem adotadas. Ela cita como exemplo a vacinação de profissionais da educação. Antes do início da aplicação, integrantes das escolas de diferentes níveis da cidade, da Smed, da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE) e das universidades e Instituto Federal colaboraram na logística.

“É o que faz a grande diferença e tem trazido qualidade à vacinação de Pelotas: a estratégia conjunta entre poder público e representantes dos segmentos a serem vacinados e toda parceria com as instituições de ensino que disponibilizam professores e alunos para a vacinação”, avalia a secretária.

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