Segurança

Os cuidados com o transporte de pets

Brasil não conta com regulamentação adequada para a circulação dos pets

Apesar de ser o país com o segundo maior contingente de animais de estimação no mundo - são 139,3 milhões, segundo o IBGE -, o Brasil não conta com regulamentação adequada para a circulação dos pets em veículos. É o que alerta a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), que recentemente publicou diretriz inédita que estabelece normas para o transporte seguro de cães e gatos nos diversos meios de transporte, especialmente carros de passeio.

Em parceria com órgãos ligados à medicina veterinária e de gestão de risco de animais, o documento é considerado pela Abramet como uma divulgação às entidades e autoridades de trânsito sobre o risco da falta dessa regulamentação, além da recomendação de dispositivos de retenção planejados e padronizados para o deslocamento dos bichos.

“Nossa missão é apoiar a sociedade, o cidadão, em todos os campos pertinentes, sempre em busca de levar mais segurança e tornar o trânsito mais saudável. Mais que transportar da forma correta, é importante evitar a distração do condutor”, explica Antonio Meira Júnior, presidente da associação. A diretriz será enviada ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para que o órgão tenha as recomendações técnicas à disposição para embasar normas legais focadas que previnam acidentes.

Bem estar
e imprevisibilidade

No documento a Abramet aponta as características dos animais de estimação, especialmente cães e gatos, os aspectos de interação com as pessoas e conceitos de bem-estar e direitos do animal. Segundo os especialistas, os animais podem ter comportamentos imprevisíveis conforme a tensão e ansiedade, o que pode criar riscos para a segurança quando não estão adequadamente acomodados, tanto para eles quanto para o condutor do veículo.

“O motorista pode ter uma falha de atenção ao olhar para o cão e não manter a visão exclusivamente na via, pode perder a destreza manual ao tocar seu cão e alteração cognitiva se desviar a atenção ao seu cão enquanto dirige”, exemplifica o diretor científico da Abramet, Flavio Emir Adura.

Jamais soltos

Uma das principais recomendações para evitar acidentes e riscos para pets e tutores é que o transporte jamais ocorra com animais soltos. Mesmo que outro ocupante do carro possa segurar o cão ou gato no colo, por exemplo, ainda assim é mais seguro que ele seja retido em dispositivos apropriados, conforme o porte do animal.

Uma das maneiras mais convencionais para o transporte é colocar o pet em uma caixa, fixada pelo cinto de segurança, especialmente para cães de pequeno porte e gatos. A caixa de transporte é uma opção para animais já acostumados, pois reduz o risco de distração. No caso dos gatos o uso da caixa é fundamental por serem animais que se assustam com facilidade, são mais ágeis e têm capacidade de se soltarem de outros dispositivos.

Conforme a Abramet, é preciso que mais pesquisas sejam feitas para validar o uso dos dispositivos de retenção, avaliar o bem estar dos bichos e identificar as chances de lesões em acidentes. A associação afirma ainda que há necessidade de padronizar novas normas que proponham segurança para os animais e motoristas durante o transporte de pets.

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