Pandemia
Pelotas adere a pedido de ajuda internacional
Frente Nacional dos Prefeitos faz apelo por socorro de outros países no combate ao coronavírus
Reprodução -
Prefeitos e prefeitas de oito cidades brasileiras lançaram nesta segunda-feira (29) uma campanha da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em busca de ajuda internacional para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Entre os gestores que pedem apoio está a chefe do Executivo de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB).
"O objetivo da campanha é fazer uma sensibilização internacional, buscando apoio de outros países para que possamos receber mais insumos e vacinas, para que o Brasil receba a atenção da comunidade internacional", destaca Paula. Além dela, o vídeo conta com a participação dos prefeitos Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Edvaldo Nogueira (Aracaju-SE), Gean Loureiro (Florianópolis), Bruno Reis (Salvador), Edmilson Rodrigues (Belém), José Sarto (Fortaleza) e Raquel Lyra (Caruaru-PE).
Pelo boletim divulgado na segunda-feira pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o município contabiliza 189 pessoas internadas com confirmação ou suspeita de contaminação por coronavírus. O número, porém, é superior ao número de leitos exclusivos para a doença, que é de 170. "O maior problema de Pelotas, agora, é muito parecido com os demais municípios do país, que é a falta de leitos, de insumos, de medicamentos necessários para intubação nos hospitais diante desse agravamento do quadro que está se prolongando por muitas semanas. Esse é o nosso maior desafio. Além disso, também há a escassez de vacinas. A gente vem imunizando a população, mas já deveríamos estar num outro patamar. Infelizmente as doses que chegam são insuficientes pra toda a população", ressalta a prefeita.
Devido à lentidão do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a FNP criou o Conectar - Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras. A proposta começou a ser desenhada em fevereiro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que estados e municípios participassem de negociações para a aquisição de imunizantes contra a Covid-19, caso o PNI não consiga suprir a demanda da população.
"A intenção é de que possamos fazer a aquisição das doses, caso o Brasil não consiga suprir as necessidades em um curto espaço de tempo. Neste momento, em que as vacinas são insuficientes e que a imunização ainda não chegou para todos, a ciência nos diz que o isolamento social é o melhor caminho pra frear o avanço do vírus. Nesse sentido, campanhas de conscientização são muito importantes, porque nesse processo nós precisamos que cada indivíduo tenha responsabilidade social e colabore, coopere com a proteção coletiva", diz Paula.
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