Abertura
Pelotas poderá liberar ensino infantil privado em outubro
Ideia é a criação de um protocolo e fiscalização das escolas para o retorno da atividade
Carlos Queiroz -
As escolas infantis privadas de Pelotas terão a possibilidade de retornar a partir de outubro. De acordo com a prefeitura, um decreto deverá ser publicado no final de setembro permitindo o retorno das aulas presenciais deste público. A volta, porém, só deve ocorrer após a elaboração de um protocolo de segurança e a aprovação de planos criados pelas escolas.
Na nota enviada ao Diário Popular, o Executivo afirma que, em relação à rede pública, a tendência é de não haver retorno. "A comunidade escolar não quer, os pais não querem. Portanto não cabe ao Poder Público impor, sobretudo quando não tem como garantir que não haverá riscos", diz o texto. No que diz respeito à rede privada, o tom é diferente. "Os pais têm muita dificuldade de ter com quem deixar as crianças para trabalhar. E podem acabar deixando seus filhos em locais sem protocolos e sem fiscalização. As escolas de educação infantil privada estão dispostas, na sua maioria, a reabrirem. Claro que cumprindo protocolos e se submetendo à fiscalização." Em nível estadual, o retorno às atividades é possível desde o dia 8 de setembro.
O discurso do diretor do Colégio Gonzaga, Carlos Santo, vai na mesma direção. Ele entende que o retorno da Educação Infantil poderá ser tranquilo: "Pela perspectiva das autoridades de que teremos no próximo mês uma melhoria na contaminação do vírus e um ambiente mais calmo". De acordo com ele, a escola investiu em adequações como a redução de mesas nas salas, mudanças de horários, acessos por diferentes portas e utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Ao todo, o ensino infantil do Gonzaga conta atualmente com 230 crianças.
Ainda de acordo com a nota enviada pela prefeitura para a reportagem, o retorno só aconteceria após a elaboração de protocolos a serem cumpridos. Eles serão construídos pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COE-E), com fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária. As escolas serão submetidas à aprovação dos planos elaborados, com verificação in loco da eficiência. A possibilidade de escolha dos pais por manter os filhos no ensino remoto será ainda analisada pelo COE-E.
Ao Diário Popular, o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS) celebrou a decisão da prefeitura de Pelotas, entendendo que ela "atende às necessidades das famílias e das escolas." A entidade, entretanto, salienta que a decisão de voltar, e quando voltar, deve ficar a cargo de cada instituição.
O titular da Promotoria Regional da Educação, Paulo Charqueiro, enfatiza a importância da divulgação dos protocolos a serem elaborados pelo COE-E, para que a própria comunidade escolar seja fiscal das normas de segurança. "Caso contrário, todas as demais ações de fiscalização não serão suficientes para a garantia de uma volta segura."
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