Manifestação

Pescadores bloqueiam BR-392 em Pelotas e Rio Grande

Grupo de trabalhadores das colônias Z-1 e Z-3 reclama da fiscalização de órgãos ambientais e indica prejuízos à safra

Atualiada as 9h51min

Pescadores artesanais das colônias Z-1 (Rio Grande e São José do Norte) e Z-3 (Pelotas) protestam desde as primeiras horas da manhã desta quinta (25) em pontos da BR-392. Os grupos reclamam de dificuldades na captura de camarão e tainha que estariam sendo impostas por agentes fiscalizadores de órgãos ambientais.

A manifestação iniciou às 5h e reuniu cerca de cem trabalhadores da Colônia Z-3 próximo à ponte sobre o Canal São Gonçalo, que liga Pelotas a Rio Grande. Com cartazes, faixas e caixas usadas para carregar pescado, o grupo promoveu o trancamento intercalado do trânsito de veículos a cada 15 minutos. O ato é acompanhado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Outra concentração, com aproximadamente 500 pessoas da Colônia Z-1, promove protesto perto do Porto do Rio Grande.

Conforme os pescadores, o ato pretende chamar a atenção para os problemas que estariam enfrentando para conseguir capturar camarão e tainha e fazer a safra chegar até os consumidores. "Queremos poder trabalhar e que os compradores tenham o peixe. Estamos a poucos dias da Semana Santa e estamos sendo tratados como ladrões. A Patram, o Ibama, a Receita, a Vigilância Sanitária... Todos chegam na gente ameaçando, com truculência, apreendendo. Já perdemos pelo menos 30% da safra por causa disso", diz William Viegas, 28, da Colônia Z-3.

Os trabalhadores questionam ainda a limitação que estaria sendo imposta ao carregamento de pescado em caminhões que escoam a safra a outras localidades, incluindo Santa Catarina. "Nos pedem uma nota do talão do produtor de até 300 quilos para poder viajar. Mas um caminhão cabe muito mais que isso, milhares de quilos. Com uma nota de 300 quilos não paga nem o frete", reclama Viegas.

Reunião para discutir

No começo da tarde, uma videoconferência deve ser realizada entre os manifestantes das colônias Z-1 e Z-3 com a participação de representantes dos órgãos ambientais para avaliar as demandas dos pescadores.

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