Urbanismo
Por onde anda a cúpula?
Após 14 anos de sua retirada, é necessário o restauro do prédio para a estrutura voltar ao lugar de origem
Jô Folha -
Quem passa pelo Centro Histórico com frequência, ou encontra fotos antigas do prédio que um dia foi a agência do Banco do Brasil, nota algumas diferenças do que era antes, para o estado que se encontra atualmente. Além da estrutura que está em situação precária de conservação, também chama a atenção a falta da cúpula que ficava na parte superior do prédio.
Com sua estrutura cada vez mais debilitada, em 2003, foi necessária a retirada da cúpula para evitar sua danificação e não colocar a população que passa pelo local em risco com uma possível queda. Segundo Paulina Von Laer, uma das arquitetas da Secretaria de Cultura (Secult), a cúpula encontra-se atualmente guardada no prédio da Secretaria Municipal de Cultura e em boas condições, já que foi retirada antes que tivesse perdas em sua forma original. No entanto, a estrutura deve permanecer no local por mais um tempo, já que só será recolocada no prédio após seu restauro, o que ainda não há data para acontecer.
O prédio que pertence ao município, está cedido para Câmara de Vereadores desde dezembro de 1997. No local já foi a Secretaria de Finanças do município que deixou a instalação em 2010 e desde então não foi mais utilizado.
A espera de recursos
Segundo a prefeitura, para ser colocado em utilização novamente, é necessária restauração integral do prédio, o que não deve ocorrer tão cedo. "Neste momento, não há previsão financeira para viabilizar o restauro", comenta o secretário de Cultura, Paulo Pedrozo. A destinação de recursos para a ação é compartilhada entre o município e o governo federal, já que o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2018.
Para tentar manter a estrutura da edificação são feitos cuidados paliativos como a limpeza interna do local e a colocação de vidros nas janelas com o intuito de coibir a entrada de animais e invasores. Uma tela de proteção também foi instalada em seu entorno para evitar riscos a população. Além disso, um processo de licitação está em andamento para executar a estabilização da estrutura da antiga agência, já que segundo a arquiteta do setor de Memória e Patrimônio da Secult, Liciane Almeida, a construção está em condições precárias e possui risco de colapso da cobertura e da parte restante da cúpula, por isso é necessária essa ação. O custeio do reparo é feito pelo Fundo de Preservação do Patrimônio, instituído durante o Programa Monumenta.
Carregando matéria
Conteúdo exclusivo!
Somente assinantes podem visualizar este conteúdo
clique aqui para verificar os planos disponíveis
Já sou assinante
Deixe seu comentário