Boas ações

Por um Dia das Crianças com sorrisos, esperança e solidariedade

Cufa realiza em Pelotas, até o dia 30 de setembro, campanha de arrecadação de brinquedos

Jô Folha -

Essencial para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social, o ato de brincar é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pelo Estatuto da Criança (ECA) e do Adolescente. Visando assegurar o direito de crianças em situação de vulnerabilidade social, a Central Única das Favelas (Cufa) Pelotas está arrecadando brinquedos e espera proporcionar a cerca de 300 jovens um Dia das Crianças com solidariedade e carinho.

Em 2020, a entidade dedicou-se a projetos de doação de alimentos, transferência de renda e distribuição de chips com gratuidade de internet, visando oportunizar acesso às aulas remotas. Conforme explica o presidente da Cufa local, Sandro Mesquita, todas as ações chegaram às crianças, mas ainda são necessárias iniciativas voltadas especialmente a elas. "Sabemos que o alimento com certeza chega às crianças, que a transferência de renda vai contemplá-las, mas também que com a distância da escola e da sociabilidade serão causados impactos negativos. Trabalhamos em cima de estudos sobre o déficit que essa distância causará nelas e estamos, aos poucos, retomando as nossas atividades, mas antes precisamos despertar a atenção das nossas crianças".

Sobre a importância dos pequenos usufruírem da infância, Mesquita cita que até os oito anos de idade é realizado o processo de construção psicológica, no qual são necessárias oportunidades mínimas, como um ambiente que respeite seus direitos garatidos no ECA. Ele ainda relembra uma história que retrata bem o tema. "Em meados de 2007 fizemos um projeto de teatro com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Passaram-se cinco anos e uma menina me procurou falando que gostaria de ministrar uma oficina de teatro conosco. Conversando, ela contou que entrou na faculdade e que havia participado das oficinas quando pequena e essa era a forma de devolver o que aprendeu. Então quando a criança tem uma infância, uma socialização, e quando consegue brincar aprendendo, diversas situações de vulnerabilização, como a falta de estrutura mínima, falta de pai, às vezes falta de mãe, podem ser minimizadas", relata.

Felicidade através da solidariedade

Atualmente, a Cufa Pelotas dedica-se a uma área de trabalho social que inicia na Estrada do Engenho e vai até o loteamento Barão de Mauá, compreendendo 32 mil pessoas. No ano passado, cerca de 500 mães estavam cadastradas para auxílio nas mais diferentes áreas, logo, o cálculo da entidade estima que 300 a 400 crianças vivem no local e podem ser atendidas pela ação do Dia das Crianças.

No pedido da entidade, há o reforço: a doação deve ser de brinquedos novos ou em bom estado, estes sem riscos, rasgos ou peças faltando. "No meu tempo a gente pegava qualquer pedacinho de pau e latinha e fazia um rolete. A gente conseguia entender isso, mas estamos em uma outra geração, que, por menos que as crianças entendam, elas criam uma expectativa. Como eu vou chegar para uma criança e dar um brinquedo faltando uma rodinha? Claro que não precisa ser brinquedos novos, mas em bom estado para gerar aquela expectativa de abrir um pacotinho, que ela tenha uma surpresa bacana", reforça Mesquita.

Tendo em vista o retorno das aulas o pedido também é quanto à doação de materiais escolares, como cadernos, canetas, entre outros. "Quando a gente fala na educação, é importante que as pessoas estejam alertas para o que os nossos territórios, as nossas favelas, ainda vão passar por um grande tempo em que vão precisar da solidariedade das pessoas, em vários aspectos. A gente começa, então, a se organizar para fazer com que as crianças consigam chegar aos ambientes escolares com o mínimo de material, que é para ela não ser constrangida e não se frustrar", finaliza.

A realização do projeto de arrecadação é realizada pelo núcleo Maria Maria, grupo de mulheres participantes da entidade. O material está sendo recebido na sede da Cufa Pelotas, na rua Passeio 1, número 511, no bairro Navegantes 1, até o dia 30 de setembro. Contatos para mais informações através de Michele Silva - (53) 8445-9125 - ou Samira Silveira - (53) 99179-5099.

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