Cenário

Safra da corvina não é das melhores

Iniciada há pouco mais de um mês, pesca ainda é escassa e comerciantes estão à espera para começarem as vendas

Jô Folha -

Liberada há mais de um mês na Lagoa dos Patos, a pesca da corvina ainda está muito abaixo do esperado pelos pescadores e comerciantes da região. Mas o cenário deve mudar em breve, já que nos últimos dias a água ‘salgou’, conforme avaliação dos próprios trabalhadores.

Há alguns anos, o período de forte pescaria da corvina começa em novembro, lembram os comerciantes da Colônia Z-3. Por conta disso, parte deles ainda aguarda o melhor momento para começar a venda do pescado na região.

Apesar das mais de quatro semanas de liberação da pesca, muitos trabalhadores há pouco colocaram as redes de pesca da corvina nas embarcações. É o caso do Altemar Domini, 49, que tem boas expectativas com as próximas semanas. “A água ‘salgou’ tem uns dez dias, dá pra ver que ela está bem azulzinha”, explicou.

Até então, Domini trabalhava na pesca do linguado, peixe que também está com a safra em andamento. “Agora que a corvina começou a aparecer mais vou trocar”, conta. O trabalhador é pescador desde os 13 anos de idade.

Ainda segundo Domini, problemas na estrutura precisam ser sanados para facilitar a pescaria. A chegada e saída das embarcações no molhe tem sido muito complicada, principalmente com os maiores. Acontece que quando o vento no sentido Sul bate na Lagoa, a água empurra a areia logo para o local de travessia dos barcos, o que dificulta a passagem.

As embarcações maiores travam no caminho de chegada à Colônia, e assim precisam que um segundo barco, menor e mais leve, as encontre na água para retirar a carga. “Esses dias chegou um dos pescadores começou a viajar com um barco novo e maior. Quando voltou, com um peso a mais por conta da pesca, não conseguia passar do molhe e uns outros quatro barcos precisaram ajudar a tirar a carga”, lembrou.

Para resolver o problema, uma dragagem precisa ser feita. Pouco mais de três semanas atrás, a Secretaria de Desenvolvimento Rural enviou uma equipe técnica para realizar a movimentação na Colônia Z-3 com uma escavadeira. “Não adiantou muita coisa”, frisou o pescador.

O titular da pasta, Jair Seidel, explica que o município não possui uma draga para realizar a operação, material que precisa ser alugado para o serviço. “Precisaria contratar uma draga. Se houver um período com a maré baixa podemos realizar novamente a operação com a escavadeira”, garante.

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