Funcionalismo em luta

Semana encerra com mais um ato dos servidores estaduais em greve

Trabalhadores da Educação e da Saúde uniram-se em mobilização na avenida Dom Joaquim, em Pelotas

Jô Folha -

A semana se encerrou com mais um ato dos servidores do Estado, em Pelotas. Trabalhadores da Educação e da Saúde uniram-se em manifesto em frente ao Colégio Cassiano do Nascimento, na avenida Dom Joaquim, para dizer não ao pacote de medidas defendido pelo governo. A sexta-feira (29) também foi marcada por nota divulgada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em apoio à greve dos professores. A expectativa é de que o ato unificado, agendado para a tarde de terça-feira, reúna milhares de pessoas - de diferentes cidades do Rio Grande do Sul - no largo Edmar Fetter.

Para chamar a atenção da comunidade e conquistar ainda mais peso ao movimento, os profissionais fizeram rápidas interrupções no trânsito, junto à faixa de pedestres, apenas para entregar material informativo e ressaltar - mais uma vez - as razões da greve. "Pedimos compreensão da população. Nosso salário está congelado há cinco anos, estamos com salário atrasado há 48 meses e este pacote agora vem pra arrasar com as nossas carreiras e com o serviço público", destaca a tesoureira do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato, Carla Cassais.

Com apitos, bandeiras, faixas, cartazes e até foguete, os trabalhadores aproveitaram para também fazer chamamento aos colegas que ainda não aderiram às paralisações por tempo indeterminado, até que o governador Eduardo Leite (PSDB) altere a redação das propostas ou a Assembleia Legislativa derrube os projetos em plenário. "Nós entendemos a importância dessa luta. Sem essa mobilização, eles não vão conseguir manter os direitos", enfatizou o integrante do Grêmio Estudantil do Cassiano do Nascimento, Wagner da Silveira Prestes, 17. O manifesto desta sexta-feira também contou com a participação da Escola de Ensino Médio Santa Rita e de equipes da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS).

UFPel manifesta apoio oficial
Em texto enxuto, de sete linhas, a UFPel manifestou apoio e solidariedade às reivindicações por melhores condições de trabalho, por salários justos e pela valorização da carreira e da profissão. Ao enfatizar a existência de 22 cursos de licenciatura, que formam centenas de professores e professoras anualmente, o texto faz referência à importância de esses servidores terem o trabalho valorizado e reconhecido.

A administração da UFPel também reforça sua defesa por uma educação pública, com acesso universal e de qualidade, e sobremaneira, defende a valorização dos planos de carreira dos profissionais que atuam no magistério, cujos salários, além de defasados, ainda têm sido pagos de forma parcelada. A nota ainda reafirma que o diálogo, e não a violência, deve ser o balizador das negociações.

Os próximos atos da greve estadual em Pelotas
- Domingo, dia 1º: Ato liderado pela Escola Estadual Edmar Fetter, com chimas solidário com a Educação. A concentração ocorrerá a partir das 15h, no calçadão da praia do Laranjal, no entroncamento com a avenida Rio Grande do Sul.
- Terça-feira, dia 3: Ato unificado, a partir das 13h30min, no largo Edmar Fetter. O manifesto trará trabalhadores de diferentes pontos do Estado a Pelotas.

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