Transporte coletivo
Trabalhadores da São Jorge adiam começo da greve
Decisão judicial irá garantir o desbloqueio de R$ 60 mil e permitir a quitação dos salários de janeiro
Carlos Queiroz -
A semana começará sem greve de rodoviários em Pelotas. Os cerca de 60 trabalhadores da empresa São Jorge - responsável pela linha Interbairros - decidiram adiar a paralisação, após decisão judicial que irá garantir a quitação dos salários de janeiro. A interrupção das atividades, que poderia ter iniciado neste sábado (13), foi postergada na esperança de que o dinheiro caia na conta dos funcionários.
"O pessoal está apto a fazer a greve, mas optamos em adiar porque devem receber na segunda-feira", destaca o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, Claudiomiro Amaral. Na última sexta, uma decisão da Justiça determinou que o valor de R$ 60 mil fosse desbloqueado e retornasse à conta da empresa para imediato pagamento da categoria. Se por alguma razão os salários não forem creditados neste início de semana, o plano de cruzar os braços deve voltar com força.
A direção do Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) tem acompanhado as negociações e assegura que os usuários não ficarão sem o serviço. O CTCP compromete-se em cobrir a linha Interbairros com outros veículos; se necessário.
Entenda melhor
Uma dívida cobrada pelo governo do Estado de uma segunda empresa de transportes pertencente a outro membro da mesma família - mas com sede em Carazinho, na região Norte -, provocou o bloqueio de recursos da São Jorge.
O advogado Luiz Manoel Cavalheiro, representante da empresa pelotense, argumentou que elas não pertencem ao mesmo grupo econômico, como o Estado teria interpretado ao tentar receber as pendências de ICMS. A São Jorge atua apenas com transporte coletivo urbano. A outra trabalha com linhas intermunicipais e interestaduais.
Ao conversar novamente com o Diário Popular, na tarde de sábado, Cavalheiro destacou a compreensão dos trabalhadores: "Queremos ratificar o agradecimento pelos colaboradores continuarem confiando na empresa, que sempre vai priorizar o pagamento", afirmou, ao se pronunciar como porta-voz da São Jorge. A expectativa era de que o cartório da Vara Cível efetivasse a decisão do juiz para que a verba pudesse ser liberada e permitisse o pagamento dos salários.
Carregando matéria
Conteúdo exclusivo!
Somente assinantes podem visualizar este conteúdo
clique aqui para verificar os planos disponíveis
Já sou assinante
Deixe seu comentário